A colisão dos lábios deles pareceu tão mágica quanto sempre fora, pelo menos para Thalassa, que precisou de alguns segundos movendo os lábios contra os de Kris para perceber que ele não correspondia ao beijo.
Então, afastou-se lentamente, quebrando o contato para encarar o rosto dele, mas ele parecia perdido, e ela não conseguia imaginar o que se desenrolava em sua mente.
— Desculpe. — Sussurrou, afastando-se.
A vergonha queimava seu rosto. "O que ela esperava? Que ele simplesmente aceitasse ficar com ela de novo depois de ter sido enganado duas vezes?"
— Desculpe. — Repetiu, virando-se para sair e se poupar de mais constrangimento, mas Kris a segurou pelo braço.
— Kris, eu já disse que sinto muito. — Falou, suplicante, sem virar o rosto para ele.
— Por que você está pedindo desculpas? — Questionou Kris, com a confusão clara em sua voz.
— Porque provavelmente você não queria que eu te beijasse e…
— Não queria que você me beijasse? — Ele deixou escapar uma risada incrédula antes de virá-la lentamente para encará-lo outra vez. — Lassa, não há nada que eu queira mais do que poder te beijar e te abraçar para sempre. Mas… — Engoliu em seco, e a expressão dele se apagou. — Mas isso parece bom demais para ser verdade.
Thalassa assentiu, baixando levemente a cabeça.
— Porque já te enganei assim antes.
Kris não confirmou, mas também não negou, e isso bastou para que ela percebesse que estava certa.
Em seguida, ele mergulhou os olhos nos dela.
— Se isso for apenas um sonho… Se for outra mentira, acho que meu coração não suportaria.
O olhar dele implorava, cheio de incerteza. E com um pequeno sorriso, Thalassa levou as mãos ao rosto dele, envolvendo-o com delicadeza e balançando a cabeça.
— Não é. Eu prometo. — Murmurou. — Estou cansada de tanto ressentimento e tristeza. Eu quero ser feliz de novo. E quero estar com você.
Ele a observou sem expressão por alguns instantes antes que um sorriso largo se espalhasse em seus lábios.
— Então os meus lábios e a minha boca pertencem a você. Só a você. Na verdade, o meu corpo inteiro…
— Ah, cale a boca.
Ela o silenciou ao tomar-lhe os lábios em um novo beijo, e Kris, dessa vez, a envolveu nos braços, puxando-a ainda mais para si enquanto a beijava com paixão.
A língua dele deslizou sobre os lábios dela, e Thalassa não hesitou em ceder, permitindo que ele devorasse sua boca até deixá-la sem fôlego e arfando contra ele, sobretudo quando sentiu a prova da excitação dele pressionada firme contra seu abdômen.
— Faça amor comigo. — Sussurrou roucamente quando eles finalmente quebraram o beijo para recuperar o ar. — Quero que você me foda.
Kris a encarou.
Na verdade, quase rasgavam as roupas, já que Thalassa estava ansiosa demais para senti-lo nu contra si outra vez. Alguns botões voaram pelo chão, depois um zíper foi puxado com pressa, até que finalmente estavam quase nus: Kris apenas de boxer e Thalassa apenas de calcinha.
Então, ela levou a mão para o espaço entre os dois e cobriu o pau dele com a palma, percebendo o quanto estava rígido, grande demais para caber em sua mão, e, ao apertar com firmeza, ouviu Kris gemer, consciente de que qualquer estímulo o faria perder o controle.
Determinando-se a não gozar ainda, ele prendeu os pulsos dela e a conteve, e Thalassa, confusa, o fitou em busca de uma explicação, mas em vez de palavras, ele a virou, colando-se à curva generosa de suas nádegas. A mão dele percorreu as ancas até alcançar os seios, fartos e cheios em suas mãos, que ele apertou e provocou nos mamilos, ao mesmo tempo em que se esfregava contra ela.
Quando percebeu que estava prestes a perder o controle de novo, ele parou e a virou de frente, e, sem qualquer aviso, inclinou-se para abocanhar seus seios, chupando com força os mamilos já rígidos. Thalassa arqueou o corpo, invadida por um prazer tão intenso que precisou se apoiar na parede, mas Kris a acompanhou de perto, sem interromper o ritmo.
Presa à parede, ela deixou os dedos se enredarem nos cabelos dele, soltando sons de prazer sempre que ele encontrava um ponto sensível em seus seios, sons que não conseguia conter por mais que tentasse.
Esses sons o enlouqueciam, porque mostravam que, pela primeira vez, ela aceitava o prazer não por insistência, mas porque também o queria.
A calcinha era a única barreira que ainda a cobria, e, enquanto ele chupava e mordiscava seus seios, a mão deslizou por sua barriga, invadiu o tecido e alcançou a buceta quente e molhada, onde, como imaginava, ela estava encharcada, deixando que dois de seus dedos se enterrassem fundo apesar da resistência que ainda oferecia.
— Porra. — Choramingou Thalassa.
— Você está apertada para caralho! — Gemeu Kris.
Ele começou a penetrá-la com os dedos, curvando-os em movimentos ritmados dentro dela, e, embora o prazer fosse intenso, ainda não bastava, de modo que Thalassa passou a mover os quadris, montando nos dedos dele…
Querendo mais, precisando de mais…

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