— Ah… Porra. Isso, bem assim. — Thalassa arfou sem fôlego, com os dedos enredados nos cabelos de Kris enquanto a língua dele fazia coisas intensas e proibidas na sua buceta latejante.
Os dentes roçavam de leve ao mesmo tempo que a língua a acariciava, chicoteava e a penetrava repetidas vezes, de modo que ela despencou da beira do prazer, arqueando os quadris contra o rosto dele quando o orgasmo a rasgou por completo.
À medida que o corpo ainda vibrava com a intensidade do momento, Kris deslizou novamente por ela, traçando com os lábios o caminho pelo vale dos seios até capturar sua boca, e, ao sentir o próprio sabor na língua dele, o prazer se ampliou. Em seguida, segurou as pernas dela e as prendeu firmemente à cintura, penetrando-a de uma só vez com força avassaladora, e, ofegando contra as bocas, começou a se mover, revelando sua urgência em cada beijo e em cada investida…
Depois de alguns instantes, quando o fôlego retornou em meio ao prazer avassalador, Thalassa pousou os lábios no peito dele antes de erguer os olhos.
— Você realmente precisa ir?
Um sorriso divertido se espalhou pelos lábios de Kris.
— Já conversamos sobre isso, amor, e além do mais, não vou ficar fora por muito tempo. Em apenas um dia estarei de volta.
— Mas vou sentir sua falta. — Confessou Thalassa.
O coração de Kris se aqueceu, mas os lábios se curvaram em um sorriso provocador.
— Vai sentir falta de mim ou do meu pau?
Thalassa o fuzilou com o olhar.
— Pare de ser vulgar.
Os olhos de Kris se arregalaram em fingida indignação.
— Diz a mulher que não parava de implorar para eu fodê-la mais forte. — Provocou ele, imitando a voz dela em exagero. — "Sim, Kris, bem assim... Mais forte, preciso de você mais fundo... Ah, Porra."
— Pare! — Thalassa lhe deu um tapa no peito, incapaz de conter o sorriso, e fingiu que ia sair da cama.
No entanto, Kris a envolveu nos braços, impedindo-a, e riu enquanto depositava um beijo carinhoso em seu pescoço.
— Eu também vou sentir sua falta, Lassa, mesmo que seja só por um dia.
E hesitou antes de acrescentar:
— Vou aproveitar a viagem para ver a Tessa.
Ele esperava que Thalassa se retraísse ou se afastasse, mas, em vez disso, ela se virou com um sorriso.
— Como ela é?
Ela só tinha visto fotos de Tessa na internet, mas nunca a vira pessoalmente.
Feliz por vê-la realmente curiosa, Kris sorriu.
— Um verdadeiro anjo, sempre doce e atenciosa com todos, despreocupada como o Alex e, para completar, linda, igual a mim.
Thalassa bufou.
— Típico de você aproveitar para se elogiar.
— Então admite que sou lindo? — Provocou Kris, manhoso.
— Aiai, você é tão arrogante.
Ele riu e segurou a mão dela, levando-a aos lábios para beijar-lhe os dedos, antes de adotar um tom mais sério.
— Eu gostaria muito que você conhecesse a Tessa um dia.
O coração dele se aqueceu ainda mais quando Thalassa sorriu e respondeu:
— Eu também gostaria.
-
Assim que pousou, Kris falou ao telefone com o advogado, combinando de se encontrarem no departamento de polícia de Baltimore.
Então, ele suspirou e assentiu.
— Obrigado.
Com um aceno breve e quase mecânico, Rita respondeu e se afastou, mas logo deteve os passos, tomada pelo peso do segredo, e imóvel diante da lembrança da ameaça de Karen: seria odiada para sempre se contasse a verdade a Kris.
Por fim, tomou uma decisão.
— Kris. — Chamou, com a voz trêmula.
Ele estava a poucos passos da entrada quando se virou.
— Sim, Sra. Blade?
Ela se aproximou lentamente, com os olhos nublados pela hesitação.
— Você tinha razão. Eu... Eu não estou bem. — Admitiu, com a voz trêmula. — Há algo que preciso lhe contar.
O cenho de Kris se aprofundou.
— Pode me contar. O que foi?
Rita abriu a boca, mas um nó lhe subiu à garganta e ela precisou engolir em seco antes de forçar as palavras a saírem.
— O que vou dizer... Vai ser muito doloroso para você, Kris, mas não posso mais guardar só para mim.
O tom dela fez seu coração acelerar e trouxe inquietação, levando sua mente a se perder em inúmeras possibilidades.
— Sra. Blade... O que seria?
Rita enfim sustentou o olhar dele, e a tristeza refletida em seus olhos fez o estômago dele se revirar.
— Kris... A Tessa não é sua filha.

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