As mãos de Thalassa tremiam enquanto seus olhos percorriam repetidamente as palavras em negrito: ACORDO DE DIVÓRCIO.
Acordo? Ela não se lembrava de ter sentado para conversar sobre nada disso. Aquilo só podia ser um engano.
Ela virou os olhos, cheios de pânico, para o advogado.
— Isso é uma piada?
— Não me lembro de "comediante" estar na minha descrição de trabalho, Srta. Thompson. — Respondeu o advogado, com um tom levemente ofendido.
— Então o que é isso? — Thalassa exigiu, sua voz saindo mais alta do que pretendia, carregada de frustração.
As narinas do advogado inflaram enquanto ele olhava ao redor, percebendo as pessoas observando a cena.
— É exatamente o que você está vendo, Srta. Thompson. Kris quer o divórcio.
Thalassa notou como ele continuava a chamá-la pelo nome de solteira, como se ela e Kris já estivessem divorciados.
O advogado deu um passo à frente.
— Veja bem, não complique as coisas. Você deveria se considerar sortuda por sair dessa apenas com um divórcio. Você poderia passar anos apodrecendo na cadeia. Agradeça a Kris por convencer a mãe dele a retirar as acusações.
Naquele momento, uma centelha de esperança surgiu dentro dela. Kris havia convencido a mãe a retirar as acusações. Isso só podia significar que ele ainda a amava. Havia, com certeza, uma explicação para tudo aquilo.
O Sr. Sawyer tirou uma caneta da pasta.
— Aqui, por favor, pegue a caneta e assine os papéis. Não há pensão porque Kris disse que você pode ficar com os milhões que desviou para as contas no exterior. Tudo o que precisa fazer é assinar nos campos indicados, e ele enviará seus pertences para onde você quiser.
Antes que o advogado pudesse terminar de falar, Thalassa já havia se virado e começado a sair da delegacia a passos largos. Ao chegar à calçada, ela acenou rapidamente para um táxi que se aproximava.
O carro parou em frente a ela, e Thalassa entrou sem perder tempo.
— Para a mansão dos Miller. — Ordenou ao motorista. Ela ainda segurava os papéis do divórcio nas mãos, e seu coração batia acelerado enquanto os encarava.
Aquilo não podia ser verdade. Só podia ser mais uma das armações de Linda Miller para separá-la de Kris. Ela não acreditaria até que Kris dissesse pessoalmente que queria o divórcio.
Quando o motorista parou em frente à mansão dos Miller, Thalassa abriu a bolsa e puxou algumas notas de dinheiro. Sem se importar com o valor, jogou-as para o motorista e saiu do carro.
Ela estava prestes a entrar pelo portão quando um segurança corpulento se colocou na sua frente.
— Você não pode entrar. — Disse ele, com a voz seca.
Thalassa lançou-lhe um olhar de fúria.
— Como assim eu não posso entrar? Esta é a minha casa! Eu sou a esposa do Kris!
— Eu sei disso. Mas recebi ordens da Sra. Miller para não deixá-la entrar.
Claro, as ordens eram de Linda Miller.
Thalassa passou as mãos pelos cabelos com força, sentindo que estava à beira de enlouquecer. Sem pensar duas vezes, ela correu pelo portão, passando pelo segurança.
— Ei, eu disse que você não pode entrar! — Gritou o homem, correndo atrás dela. Mas sua velocidade não era párea para o desespero de Thalassa, que continuou correndo até finalmente entrar na casa.
A família Miller estava reunida na sala de estar, mas Kris não estava à vista. Todos eles se viraram para encará-la com desdém antes de avançarem em sua direção.
— O que você está fazendo aqui, sua ladra? — Gritou Cynthia, tia de Kris.
— Essa mulher tem coragem! — Zombou Tyler, o irmão mais novo de Kris.
— Vou arrastar essa vagabunda pelos cabelos! — Disse Susan, a irmã mais nova de Kris, entre dentes.
— Senhora, eu tentei impedi-la, mas ela simplesmente passou por mim. — Explicou o segurança enquanto aparecia atrás de Thalassa, segurando-a pelo braço.
— Está tudo bem. Solte o braço dela. — Disse Linda Miller, parando em frente a Thalassa. O restante da família se posicionou atrás dela, com os olhos brilhando de ódio, como se fossem abutres prontos para despedaçá-la.
— Você não tem vergonha de mostrar sua cara aqui depois do que fez com meu filho e com a nossa família? — Disse Linda, com a voz carregada de desprezo.
A raiva tomou conta de Thalassa, e ela explodiu.
— Eu não fiz nada, e você sabe disso! Foi você quem me mandou encontrar aquele homem. Por que está fazendo isso? Por que está mentindo?
Sua voz falhou, o que só aumentou o sorriso de satisfação no rosto da sogra.

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