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A Luna Amada do Alfa Sem Coração romance Capítulo 271

Depois que o guarda me jogou na cama como um saco de batatas, fiquei sozinha.

Mas eu me recusei a ficar parada, afundando em sofrimento. Eu precisava escapar. Eu não iria abortar meu filho.

Não hesitei. No instante em que fiquei sozinha, deslizei para fora da cama e vasculhei minha tenda. Não havia armas, mas decidi que o espelho teria que servir. Coloquei sobre ele um lençol da minha cama para abafar o som, então bati com o punho até sentir o vidro rachar. Depois, forcei um pedaço grande a se soltar e corri para os fundos da tenda, o mais longe possível do meu guarda.

Com cuidado, cortei a lona. O caco de vidro cortou minha palma, fazendo sangue brotar, mas não parei. Continuei cortando até abrir uma fresta grande o bastante para passar.

Guardei o vidro no bolso, só por precaução, e fiquei de quatro. Espiei pela abertura e não vi nada além de um pequeno beco improvisado entre minha tenda e algumas outras. Quando tive certeza de que o caminho estava livre, rastejei para fora.

O sol ainda estava alto no céu, deixando poucas sombras para me esconder. Mantive-me abaixada e corri entre as tendas. Aquela cidade era uma bagunça do caralho. Eu não sabia para que lado ir, nem qual caminho me levaria à melhor saída. Tudo era um mar de lona, madeira e pilhas de entulho.

Por fim, avistei uma possível saída: uma passagem larga que seguia por um portão em direção à floresta. Espiei pela lateral de uma tenda e olhei para os dois lados. Havia renegados andando de um lado para o outro em patrulha.

Guardas.

Eu teria que calcular meus movimentos perfeitamente.

Contei os passos deles. Cada um caminhava cerca de quinze a vinte passos em uma direção antes de se virar. Moviam-se em sentidos opostos, então sempre tinham olhos dos dois lados. Mas, se eu atravessasse a estrada bem no momento em que estivessem se virando, talvez não me vissem. Teria que ir de um esconderijo a outro até alcançar o portão, mas era possível.

A primeira vez correu bem. Atravessei a estrada correndo e mergulhei atrás de um barril antes que me vissem. Meu coração saltou para a garganta, mas me levantei imediatamente e esperei a próxima oportunidade.

Foi na segunda tentativa que tudo deu errado. Meu pé enganchou no barril atrás do qual eu estava escondida bem quando saltei para fora. Ele balançou, tombou e espalhou batatas pelo chão.

Os dois guardas se viraram de uma vez na minha direção.

— Ei!

— Peguem-na!

Merda.

Corri para o portão, mas outro renegado bloqueou meu caminho e me empurrou de volta antes que eu conseguisse alcançá-lo. Caí estendida na terra, e minha cabeça começou a girar com tanta violência que acho que perdi a consciência.

— Gideon...

Capítulo 271 1

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