Eu não esperava que ele fosse ser tão gentil comigo. Na verdade, eu não podia imaginar que as minhas lágrimas iriam tocá-lo tanto, mas foi assim. Quando ele me abraçou, acariciando as minhas costas, imediatamente me senti melhor. O meu corpo todo estremeceu, o seu toque provocou correntes elétricas e faíscas que se espalharam por cada centímetro da minha pele.
“Não chore”, ele disse baixinho, e então tentei empurrá-lo para longe de mim, mas parecia que eu estava empurrando uma rocha. Ele não me soltou tão facilmente na minha primeira tentativa, mas depois de um tempo, finalmente, ele me soltou.
"Posso sair daqui? Por favor! Eu só quero ficar com as minhas amigas", eu disse. Porém, as minhas palavras fizeram com que os olhos dele escurecessem novamente, por outro lado, comecei a ficar com raiva.
"Vá para a cama, agora", ele disse apontando para o móvel. Pela expressão do rosto dele, eu sabia que não tinha como escapar daquela ordem. Eu poderia passar a noite toda chorando ou protestando, e ele não me deixaria sair daquele quarto. Respirei fundo e resolvi aceitar o meu destino. Então, lentamente, subi na cama e entrei embaixo das cobertas. Quando ele teve certeza de que eu não voltaria a pedir para sair daquele quarto, ele caminhou até a cama e se deitou do lado oposto ao meu. Pelo menos, ele deixou uma distância considerável entre nós e fiquei grata por isso. Mas de uma coisa eu tinha certeza, eu não conseguiria dormir aquela noite.
O príncipe Ryder me surpreendeu. Ele não tentou se aproximar e nem me tocar. Ele manteve a distância entre nós, dormindo na beira da cama, enquanto eu dormia na outra ponta. Se eu não o conhecesse tão bem, diria que ele estava com medo de se aproximar. Porém, de repente, comecei a pensar que não era atraente o suficiente para ele.
Enquanto eu rolava de um lado para o outro, tentando encontrar uma posição confortável para dormir, ele permanecia imóvel onde tinha se deitado. O príncipe não se movia nem um centímetro. Era como se ele ignorasse a minha presença na cama. Comecei a pensar que eu era a única afetada pela presença dele. O seu cheiro doce tão perto das minhas narinas, e o fato de que ele estava na mesma cama comigo não estavam ajudando.
Talvez eu não fosse boa o suficiente para ele. Comecei a pensar que não chegava nem aos pés das mulheres que passaram pela vida dele, as que o guarda-costas comentou. Então, a tristeza começou a tomar conta de mim e as perguntas invadiram a minha cabeça. Era o que eu queria, certo? Eu tinha pensado que estava com medo de ele me tocar se deitássemos na mesma cama. Quando, pelo visto, eu estava com medo de como me sentiria deitada ao lado dele. Nunca tinha estado consciente ou autoconsciente do meu corpo como naquele momento. O fato de ele não ter feito nenhuma tentativa foi assustador. Se ele não me queria, então por que ele tinha me levado para o seu quarto? Por que ele não tinha me rejeitado?
Ele não me achava nem um pouco atraente? O que eu tinha feito de errado? 'Se recomponha, Tiana! Pelo visto, você não é o tipo dele! Dormir ao lado do príncipe alfa vai ser a sua maior conquista.' O meu complexo de inferioridade surgiu para brincar com os meus sentimentos, bem naquele momento. Então, me virei novamente na direção das costas dele, com o rosto voltado para o teto, para tentar dormir e me livrar de tais pensamentos.
De repente, ele perguntou: "Quantos anos você tem?" Eu tinha pensado que ele já estava dormindo. A sua voz fez o meu corpo enrijecer.
Eu não queria responder. Ele tinha sido muito rude e agressivo comigo, talvez fosse a hora de retribuir a gentileza. Porém, depois de dez segundos de silêncio, respondi: “Dezoito”. Também queria saber qual era a idade dele, mas tinha a sensação de que ele não me responderia.
“Você parece mais jovem”, ele comentou com um tom que parecia que estar entendiado. Portanto, eu não sabia se considerar o comentário um elogio ou um insulto. Não sabia como agir com aquele homem arrogante ao meu lado. Eu tinha perdido muito peso com todo o trabalho duro na matilha Eclipse, o que deixou meu rosto mais fino.
"Quantos anos pareço ter?", perguntei na defensiva.
Então, pela primeira vez desde que tinha deitado, ele se virou. Eu preferia que ele não tivesse feito isso, pois naquele momento, o seu rosto estava diante do meu. Ainda bem que eu estava olhando para o teto.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Inesperada
Eu Adoraria ver essa história completa! Estou como louca tentando descobrir onde ler todos os capítulos, já que aqui não é atualizado há tanto tempo......
Esse livro é incrível, ele tem a parte 2 ?...