Mal havia passado cinco minutos com as garotas quando comecei a me sentir estranha. Percebi uma mudança na atmosfera e logo, senti uma vibração no estômago acompanhada de excitação e pavor. A minha loba estava de volta, ofegante na minha cabeça. Ela nunca falava comigo ou se apresentava. Somente quando estávamos na presença do nosso parceiro ou quando ela sabia que ele estava se aproximando, ela aparecia. Comecei a entrar em pânico e as meninas perceberam na mesma hora.
Senti o seu cheiro doce apenas dois segundos antes da porta se abrir. Lá estava ele, olhando para nós, na verdade, para mim. A sua presença tomou conta da sala, fazendo com que as meninas girassem o pescoço para olhar na direção dele.
Olhei para o chão, pois não suportava olhar para o rosto dele. A sua expressão era de raiva, que também irradiava do corpo dele. Tive vontade de desaparecer. Atrás dele estava o seu guarda-costas, o "Senhor Assustador", e em seguida, escutei o som de saltos batendo forte no chão. Nem perdi o meu tempo de olhar, pois já sabia quem era.
"Ryder!" A princesa Elsie exclamou. Ele a ignorou e avançou na minha direção e, com um dos dedos, levantou o meu queixo para encontrar os meus olhos. Senti um arrepio percorrendo a minha espinha e rapidamente desviei o olhar. Eu não podia me dar ao luxo de olhar nos olhos dele, pois isso me colocaria em desvantagem.
“Vamos, voltem para as suas tarefas", escutei a princesa Elsie dizendo para as outras garotas. Fiquei feliz pelo fato de o príncipe não ter se oposto quando elas começaram a sair correndo. Estava com medo de que elas estivessem em apuros por minha causa.
O príncipe ainda não tinha dito uma palavra e eu queria dar um tapa no sorriso que o "Senhor Assustador" tinha estampado no rosto.
“Como isso aconteceu, Thomas?” Ele se virou para o guarda-costas. 'Ah, então esse é o nome dele!'
Thomas limpou a garganta antes de responder, mas Elsie o interrompeu rapidamente.
"Não é culpa dele, Ryder, pare com isso já!" Ela gritou, fazendo com que o príncipe ficasse ainda mais irritado. Engoli em seco e olhei para o chão novamente.
"Creio que você quer que eu te impeça de entrar na minha casa também, é isso?" O príncipe perguntou a Elsie e eu a ouvi suspirar. Eu não sabia o que fazer e não queria ser a causa de uma discussão entre os dois irmãos. Naquele momento, eu não conseguia encontrar nenhuma palavra adequada, então continuei olhando para o chão e mordendo os lábios.
"Você não pode fazer isso, eu sou sua irmã!" Elsie respondeu.
“Eu posso e vou fazer, se você escolher agir contra a minha autoridade e me desobedecer", ele rosnou. Havia aquele poder e comando na sua voz novamente. Eu sabia que tinha que dizer algo,
“Ela não tinha culpa de nada”, imediatamente eu a defendi. Então, o Príncipe Ryder olhou severamente para mim. Finalmente, levantei a cabeça, mas ainda não conseguia encontrar o seu olhar, então fiquei olhando para parede atrás dele. “Estou cansada de ficar trancada naquele quarto. Não fui enviada pra cá para ser prisioneira de ninguém. Eu mereço ter liberdade tanto quanto as outras meninas”, finalizei.
O silêncio que se seguiu as minhas palavras foi assustador. Nem o príncipe, nem a princesa disseram nada, e eu sabia que tinha ultrapassado todos os limites, desafiando o príncipe daquela maneira. A verdade é que eu tinha sido enviada para lá como forma de homenagem e eles podiam fazer o que quisessem comigo. Eu poderia ser uma escrava ou uma prisioneira. Eu deveria servir a realeza pelo resto da minha vida. Provavelmente, eu não teria coragem de reclamar se tivesse sido acorrentada e obrigada a comer restos, desde que tinha chegado.
Pouco depois de falar, eu queria chutar o meu próprio pé. Eu poderia ter ficado quieta, pois eu pude sentir que a sua raiva só aumentou. Então, ele deu mais um passo na minha direção, até ficar perigosamente perto de mim. Eu podia sentir a respiração dele soprando no meu rosto e então, para mim ficou difícil respirar. Logo, senti as minhas pernas cedendo. A última vez que tinha estado tão perto dele tinha sido no primeiro dia, quando o vi e desmaiei imediatamente. Esperava não fazer papel de boba mais uma vez.
Então, inesperadamente, ele estendeu a mão e acariciou o meu queixo. As minhas pernas vacilaram e eu teria caído se ele não estendesse a mão e me segurasse pela cintura. O príncipe tinha um sorriso malicioso no rosto. 'Desgraçado', eu pensei. Ele sabia o efeito que tinha sobre mim e não tinha como confundir aquele olhar de triunfo no seu rosto. Também pude sentir a raiva dele começar a diminuir, lentamente, e soltei um suspiro de alívio.
“Você é MINHA”, ele disse, com muita ênfase na última palavra. Engoli a minha saliva, pela enésima vez. “Eu que decido o que fazer com você."
A sua declaração me fez odiá-lo. O fato de ele me ver como uma propriedade, com a qual ele podia fazer o que quisesse, me irritava muito. Eu odeio o fato de ele ser tão dominador e possessivo. Porém não posso negar que isso me excitou de uma forma que não consigo explicar.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Inesperada
Eu Adoraria ver essa história completa! Estou como louca tentando descobrir onde ler todos os capítulos, já que aqui não é atualizado há tanto tempo......
Esse livro é incrível, ele tem a parte 2 ?...