Depois de muito tempo fora do castelo, Elsie me escoltou de volta até a casa do Ryder. Eu estava me sentindo muito melhor do que esses anos, depois de carregar aquele fardo pesado sobre os ombros. Elsie estava certa, eu tinha que esquecer o passado e tentar ser feliz. Para a minha surpresa, Ryder não tinha mandado ninguém me procurar. Ele também não tinha mandado ninguém nos buscar. Não tinha ficado tanto tempo fora da casa dele, como naquele dia, desde da minha chegada ao castelo. Eu sabia que isso tinha a ver com o fato de ele ter uma companhia, Susan.
Quando cheguei na casa dele, o encontrei sentado na varanda, Susan estava diante dele. Discutindo sobre a decisão da Deusa da Lua ou sabe lá o quê! Susan estava rindo como uma garotinha de algo que Ryder tinha dito. Eu cerrei os punhos ao meu lado do meu corpo, imaginando como seria acertar um soco bem no meio do rosto dela.
Parei diante deles e, Ryder virou a cabeça para olhar para mim. O sorriso da Susan imediatamente se apagou.
“Venha, sente-se conosco”, Ryder disse, dando um tapinha na cadeira que estava ao lado dele. Porém, eu não respondi, eu simplesmente o encarei. Em seguida, olhei para a companhia dele e, voltei os meus olhos para ele novamente.
"Precisamos conversar", eu disse categoricamente.
"Bem, eu não estou incomodando vocês, estou?" Susan disse sorrindo para mim, não respondi com palavras e sim, com um olhar mortal. Ryder colocou o copo que tinha em uma das mãos sobre a mesa e se levantou.
“Tanto faz, senhorita”, ele disse, piscando para mim. Em seguida, ele segurou a minha mão direita com a esquerda dele e começou a me levar para longe dela. Podia sentir os olhos da Susan fuzilando as minhas costas, enquanto nos afastávamos. Eu gostaria de ter visto a expressão no rosto dela também, mas achei melhor não me virar.
A proximidade do Ryder e as minhas mãos nas dele estava me deixando quente. Ele é tão alto! Eu me achava bem alta, mas ao me mudar para o palácio dos lobisomens comecei a pensar o contrário. Todos no castelo pareciam excessivamente altos e, ao lado do príncipe alfa, eu me sentia uma anã. Ele é pelo menos trinta centímetros mais alto do que eu. Os seus ombros são largos e os seus músculos também o faziam parecer ainda maior.
Ele não soltou a minha mão até que Susan não pudesse mais nos ver. Ele estava me levando para trás da sua casa. Enquanto caminhávamos, eu olhava em volta e observava o ambiente. Eu já tinha visto aquela vista antes, porém das janelas da casa.
"Eu não imaginei que você fosse tão ciumenta", ele disse, depois de um momento de caminhada.
Tentei soltar as minhas mãos das dele, mas ele as estava segurando com força. Então, ele olhou para mim com um ar presunçoso no rosto.
“Eu não estou com ciúmes”, respondi olhando para ele. “Por que todo mundo pensa que eu estou com ciúmes de você?”
Ryder riu baixinho e então parou, me girando em seguida para que eu pudesse olhar para ele. "Você queria conversar?" Ele disse, levantando uma sobrancelha sugestivamente. Eu mordi os meus lábios internos, o príncipe é tão fofo. Na verdade, inicialmente, eu tinha memorizado um discurso na minha cabeça para aquela conversa, mas naquele momento, a minha língua travou. Sobre o que era mesmo que nós tínhamos que conversar? Droga!
O longo cabelo loiro do príncipe estava uma bagunça, despenteado. Alguns fios caíam sobre a sua testa, e os seus olhos verdes estavam olhando profundamente para os meus. Naquele momento, fui obrigada a desviar o olhar, pois não confiava em quanto tempo poderia suportar aquela situação sem ficar vermelha. Eu já estava demonstrando que sentia ciúmes dele com outra mulher, não queria dar mais satisfação para ele.
Então, Ryder ergueu as sobrancelhas novamente e cruzou os braços sobre o peito. Em seguida, ele bateu o pé direito no chão, demonstrando impaciência. Eu limpei a garganta.
“Se você tem uma amante e, vocês gostam tanto da companhia um do outro, porque você quer me manter aqui?” Não era exatamente o que eu planejava dizer, mas foi o único que consegui pensar naquele momento.
"O que você quer dizer com isso?" Ele deu um passo na minha direção e eu fechei os olhos por um segundo para clarear as minhas ideias. Para mim, quando ele está tão perto é impossível pensar com clareza.
"Você sabe muito bem o que eu quero dizer", respondi um pouco duramente. "Você me mantém presa aqui, você não me deixa fazer novos amigos, eu não posso estar com as outras pessoas e ainda..."
“Não há outras como você”, ele me interrompeu, dando mais um passo na minha direção, até que não existisse mais espaço entre nós. A única coisa que eu podia sentir naquele momento, era o cheiro dele. Em seguida, ele tocou gentilmente o meu rosto. Então, eu precisei de toda a minha autodisciplina para fugir do seu toque, na verdade eu queria, eu queria muito mais. Droga! Por que eu não conseguia me controlar quando estava perto dele?
“Parece que você esquece que é minha, Tee. Você não é como nenhuma outra, porque você é a minha PARCEIRA”, ele disse com autoridade. Aquela possessividade na voz dele que me excitava sempre. Logo, vejo reflexos dourados iluminando os olhos dele e prendo a respiração.
VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Inesperada
Eu Adoraria ver essa história completa! Estou como louca tentando descobrir onde ler todos os capítulos, já que aqui não é atualizado há tanto tempo......
Esse livro é incrível, ele tem a parte 2 ?...