PONTO DE VISTA DO RYDER
O alfa dos lobos ocidentais estava preocupado e morrendo de medo de ter conseguido irritar a família real de novo. Por sua vez, o meu pai me ligou querendo saber porque eu tinha cancelado a ajuda a matilha Eclipse. Já que a ideia de enviar alguns guerreiros para as regiões ocidentais tinha sido minha. Porém não contei para ele o que realmente tinha me motivado a tomar aquela decisão. Há dezoito meses estava trabalhando naquela caso e portanto, as ordens partiam de mim. A verdade é que o meu pai não dava a mínima para os lobos ocidentais. Ele tinha herdado do pai dele o ódio por eles, o que eu vinha tentando mudar.
Nada do que eles faziam os ajudavam a cair nas nossas graças. O meu pai não é do tipo de pessoa que se deixa conquistar facilmente.
Desde o incidente com a Tiana, eu o estava evitando o máximo que podia. O que não era muito, pois eu tinha que comparecer a essas reuniões realmente longas, onde ele estava presente. Além disso, a assinatura dele ainda era necessária em muitas coisas, antes que as ordens pudessem ser postas em prática. O que significa que quase sempre tínhamos que nos falar, mesmo quando não nos víamos.
O meu pai estava encostado na janela, com uma bebida na mão direita e a mão esquerda enfiada no bolso.
“Eu sei como este caso é difícil e achei que você estava progredindo. Eu gosto de dizer que confio nos seus julgamentos sobre essas coisas, mas não entendo. Por que enviar guerreiros para lá apenas para retirá-los pouco depois? Você sabe o quanto esses alfas vão protestar contra a sua decisão?” Ele disse calmamente.
“Eu sei, e a decisão é minha. Encontrei uma outra coisa na qual devo me concentrar. Acredito que esses assassinatos não começaram apenas alguns meses atrás. Eles podem estar acontecendo desde muitos anos atrás. Os assassinos provavelmente apenas fizeram uma pausa e decidiram mudar o padrão”, expliquei a minha decisão.
"Conte-me mais", ele disse e eu tive que reprimir o desejo de zombar dele. Ele nunca tinha mostrado muito interesse naquele caso. Então, o que tinha mudado?
“Ainda não posso entrar em detalhes, mas se você estiver interessado, faça um relatório para você amanhã”, respondi.
Ele mudou o peso de uma perna para outra, e então deixou cair os ombros. Em seguida, ele caminhou até a sua cadeira. Os seus olhos verdes estavam olhando profundamente para os meus, me desafiando, como sempre. O seu cabelo loiro perfeitamente penteado ainda parecia muito brilhante apesar da sua idade. O meu pai sempre foi um demônio, mas a morte de minha mãe o deixou ainda pior. Até aquele então, ele não tinha perdido os seus encantos e, toda vez que olhava para ele, percebia o quanto éramos parecido. Provavelmente, eu seria como ele quando chegasse na mesma idade.
"Você quer continuar brigando com o seu pai por causa de uma mulher?" Ele disse com um pequeno sorriso diabólico nos lábios.
Então, olhei para ele sem expressão. Eu sabia o que ele queria dizer. Porém, a verdade é que aquela situação com o meu pai não começou depois do jantar com a Tee. Há muito tempo nós não nos entendíamos. Pois eu me recusava a ser manipulado por ele. Ele podia aplicar os seus truques com Louis e também continuar dizendo o quanto gostaria que eu fosse mais parecido com o meu irmão. A questão é que eu não dava a mínima para os desejos dele. Pelo contrário, estava determinado a fazer o oposto de tudo o que ele quisesse.
"Não me olhe assim", ele disse, enquanto enchia o copo com a garrafa de uísque. Em seguida, ele a colocou sobre a mesa de volta e tomou um gole da bebida.
“Não sei sobre o que você está falando, pai”, o desafiei.
Ele riu baixinho, aquele sorriso diabólico que costumava me irritar quando eu era criança. Deus sabia o quanto estava esperando e desejando para derrotá-lo quando tivesse que assumir a posição de rei lobisomem.
“Ah, sim, filho”, ele se recostou na cadeira, ainda com o seu sorriso malicioso, que permaneceu nos seus lábios por mais alguns segundos.
“Eu conheço você, filho, e posso dizer que já vi você pior do que agora”, ele disse.
Então, também me recostei na cadeira e cruzei as pernas debaixo da mesa. "Não, você não me conhece pai", o corrigi, "você acha que sabe das coisas, mas não sabe."
Ele riu novamente. "Uma fruta não cai muito longe da sua árvore, não é mesmo?" Ele levantou uma sobrancelha para mim, a sua aura alfa tomou conta da sala novamente.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Inesperada
Eu Adoraria ver essa história completa! Estou como louca tentando descobrir onde ler todos os capítulos, já que aqui não é atualizado há tanto tempo......
Esse livro é incrível, ele tem a parte 2 ?...