PONTO DE VISTA DO RYDER
Como ela tinha conseguido escapar? Como era possível que ela tinha saído do palácio sem que ninguém a visse? Eu me perguntava. A menos que alguém a tivesse ajudado a fugir. 'Se eu descobrir quem fez isso, não terei nenhuma piedade com essa pessoa. Se eu a encontrar, ela será punida. Parece que dei muita liberdade para ela', pensei.
Eu devia saber que isso ia acontecer. Pelo amor de Deus! Por que eu tinha dado tanto privilégio para ela? E se algo ruim acontecesse com ela? E se ela estivesse em perigo naquele momento? Como eu viveria com a culpa se ela se machucasse ou se eu nunca mais a visse?
Até aquele momento, eu sabia que ela estava bem. Porque se ela estivesse ferida ou com algum tipo de problema, eu teria sentido. Ela tinha saído sozinha? Como ela pôde fazer tal coisa? Como? Tinha a sensação de que estava prestes a enlouquecer se não a visse logo, ou não tivesse notícias dela. Estava com raiva e medo ao mesmo tempo. Aquilo não podia estar acontecendo comigo, não depois de tudo que tinha passado com a Adeline.
E se ela tivesse ido atrás do antigo parceiro dela? Eu o mataria sem pensar duas vezes. Devo confessar que há muito tempo não sentia tanto medo como naquela noite. Não podia perdê-la, e prometi para mim mesmo, que independente do que acontecesse eu a encontraria.
Mandei o chefe da segurança fechar os portões e realizar uma busca minuciosa em toda propriedade do palácio. Porém algo me dizia que ela não estava em nenhum lugar dentro do castelo. Eu não a sentia por perto, o que estava me deixando louco.
"Onde está a sua pequena loba?" Sussurrei para mim mesmo. O que eu queria mesmo era gritar e bater em alguma coisa, mas consegui me controlar. Decidi que se não tivesse notícia dela até a manhã seguinte, enviaria uma mensagem para todos as matilhas para tentar encontrá-la. Se ela estivesse dentro de qualquer território de uma matilha, eles teriam ganho um inimigo. Já era hora do mundo inteiro saber que ela é minha. Ele é minha e de mais ninguém, ela me pertencia para sempre.
Eu estava dirigindo sem rumo, na esperança de sentir o cheiro ou rastro dela, mas era estranho que eu não conseguisse sentir. Ela não poderia ter ido tão longe tão tarde da noite, poderia? Quanto tempo tinha se passado desde que ela tinha saído? Horas? Eu não tinha ideia.
Cerrei os dentes de raiva, enquanto conduzia o carro para a esquerda, para evitar uma vala. Era tarde da noite e eu não estava raciocinando direito. Adrian tinha tentado me acompanhar, mas eu disse que ele ficasse e cuidasse de tudo no palácio. Eu estaria bem sozinho.
Também tinha colocado alguns homens procurando por ela nas matilhas vizinhas. Não podíamos ir muito longe aquela hora da noite, mas também não podia esperar o dia seguinte. O meu lobo continuava uivando de dor e raiva, buscando uma oportunidade para sair. Se eu não estivesse dentro do carro, teria mudado para fazer a busca na minha forma de lobo. O meu lobo estava arrasado.
O idiota do Thomas a tinha perdido de vista. Como ele não sabia que ela não estava no quarto? Thomas trabalhava para mim há muito tempo e eu não sabia que ele era um imbecil incapaz, que estava mostrando ser. O mesmo posso falar dos homens que faziam a segurança na porra dos portões. Eles a tinham deixado sair sem questioná-la, como se não soubessem que ela era a minha parceira. Eles nunca tinham sido tão desleixados ou incompetentes no trabalho até então. O que tinha acontecido?
Me perguntava porque eu não tinha aprendido depois da Adeline. Eu não deveria ter dado tanta liberdade para ela. Se eu a tivesse algemado na minha cama talvez ela não tivesse escapado. Se ela tivesse a minha marca, eu teria uma conexão mais forte com ela. Eu deveria ter feito isso há muito tempo. Eu deveria ter colocado a minha marca nela no momento em que coloquei os olhos nela. Por que tinha me arriscado tanto?
Podia ouvir o meu lobo ameaçando de puni-la, reivindicá-la e fazê-la implorar por misericórdia. Desde do inicio, ela estava sendo muito teimosa e a sua fuga era o auge da sua teimosia. "Vamos esperar até que eu a encontre", disse, tento acalmá-lo. Mas ele não se acalma tão facilmente e nem eu.
O meu telefone começou a tocar e eu atendi sem checar quem era, colocando no viva voz.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Inesperada
Eu Adoraria ver essa história completa! Estou como louca tentando descobrir onde ler todos os capítulos, já que aqui não é atualizado há tanto tempo......
Esse livro é incrível, ele tem a parte 2 ?...