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A Luna Inesperada romance Capítulo 75

É uma longa viagem do palácio real até a matilha Eclipse. Eu teria temido aquela viagem se não fosse pela presença do meu parceiro ao meu lado. A última vez que tive que viajar por tanto tempo foi quando deixei o palácio real para me esconder do Ryder, uma decisão muito tola. Verdade seja dita, descobri só depois de cometer o erro. Eu não poderia viver sem ele e nem quero tentar.

Passamos pelos portões da matilha e, olhando em volta, muita coisa tinha mudado desde a última vez que tinha estado lá. Os guerreiros de guarda saudaram e se posicionaram quando entramos. Por trás dos vidros escurecidos do veículo, pude ver mães carregando os seus filhotes e correndo apressadamente para se esconder, com medo do Príncipe Alfa.

A matilha estava sob o controle da realeza nos últimos dias. Parecia que muita coisa tinha mudado. A atmosfera ao redor da matilha era estranhamente sombria. Até mesmo os guerreiros tinham semblantes tristes. As paredes da casa de carga pareciam mais opacas do que me lembrava. As árvores e as plantas que decoravam o ambiente ao redor estavam todas secas. Parecia que a Deusa da Lua também estava zangada com aquela matilha.

"Você está bem?" Ryder apertou o meu braço com delicadeza. Eu virei minha cabeça para olhar os seus olhos e acenei a cabeça para dizer que sim.

"Não me sinto em casa", murmurei. Na verdade nunca tinha me sentido em casa na matilha Eclipse, desde daquele incidente, apesar de ter crescido lá. Eu não tinha tido uma vida confortável na matilha Eclipse, mas tinha um teto sobre a minha cabeça. Tinha sido a única matilha que eu realmente conheci. Pois eu não tinha permissão para sair da matilha, exceto nos dias em que tinha que ir à escola. Fora isso, era praticamente impossível sair de lá. Mas nesse momento, eu estava me sentindo uma completa estranha.

"Está tudo bem, Tee", ele se inclinou para colocar um beijo suave na minha testa. "Se você não consegue lidar com isso, podemos simplesmente ir embora", ele disse.

Eu balancei minha cabeça com veemência. Eu não tinha ido até lá para me acovardar. "Eu posso lidar com isso, Ry", assegurei. Os guardas abriram a porta do veículo e saímos. Ryder pegou a minha mão. Muitos dos que estavam de plantão se ajoelharam. Um homem do outro lado cantava louvores ao Príncipe Alfa e sua Luna. Eu, Sua Luna. Ainda não tinha me acostumado com esse título.

Um dos homens do Ryder se aproximou para sussurrar algo no ouvido dele, e ele acenou com a cabeça. Quando ele estava se afastando, Bella se aproximou e parou a apenas alguns centímetros de distância de nós. Ela olhei para o chão e não ousou olhar para mim ou para o futuro rei.

Ela estava mais magra do que eu me lembrava e definitivamente não estava bonita. O seu cabelo estava bem curto e com um rosa empoeirado. A única coisa que não tinha mudado era a sua altura. As suas longas pernas, as quais eu invejei um dia, pareciam muito finas.

Atrás dela, os outros membros da matilha se reuniram para dar as boas-vindas ao Príncipe Alfa. Todos tinham seus pescoços descobertos para ele. Senti um nó na garganta quando o reconhecimento começou. Aquelas mesmas pessoas que constantemente tinham me feito sentir inútil, durante toda a minha vida na matilha, naquele momento, tinham seus pescoços descobertos para mim, tanto homens quanto mulheres.

A matilha Eclipse não era uma das maiores, muitos dos moradores tinham partido. Eles estavam em menor número do que antes.

Reconheci a senhorita Anna no meio da multidão. Nossa, como ela tinha envelhecido! Na verdade, todos eles pareciam mais velhos do que quando saí. Senti pena deles. Não assumi nenhuma posição de liderança, mas até eu sabia que eles não aguentariam mais como uma matilha. Quem iria liderá-los? O conselho e a realeza ainda estavam bravos com eles. Pelo visto, eu era a única que sentia qualquer tipo de pena dos membros da matilha Eclipse.

Um homem avançou para tirar Bella do caminho, mas eu levantei a mão para detê-lo. Ela queria me falar algo e eu queria ouvir.

“Tiana…”, ela começou.

“Para você, Luna Tiana!” Ryder disse, era evidente o aborrecimento na voz dele.

"Sinto muito, Vossa Alteza", ela gaguejou, com os olhos ainda fixos no chão.

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