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A Luz da Minha Vida romance Capítulo 8

Nádia cuspiu o doce imediatamente e perguntou, atônita:

— E quantos anos ele tem agora?

— Vinte e cinco.

Nádia arrancou o pirulito da mão de Homero e o jogou no lixo junto com o dela.

Em seguida, serviu um copo de água e o entregou a Homero para que ele enxaguasse a boca.

— Você não comeu muito. Talvez consiga cuspir tudo se enxaguar a boca.

Homero pegou o copo, bebeu um gole e o devolveu.

— Deixa pra lá. Não deve ter problema.

Nádia estava muito nervosa.

— Quer que eu chame um médico? E se você tiver uma intoxicação alimentar por comer algo vencido?

Afinal, a saúde de Homero era frágil. Seu sistema imunológico estava debilitado, e qualquer coisinha poderia deixá-lo doente.

Nádia não queria matar seu chefe no segundo dia de trabalho.

Homero acenou com a mão.

— Eu estou bem.

Nádia observou seu rosto com atenção.

— Se não se sentir bem, me avise, por favor.

— Certo. — Homero franziu a testa. — Você fala demais.

Nádia, obediente, calou-se e continuou a massagem.

Enquanto massageava, Nádia disse de repente:

— Na minha casa, tudo que vai para a geladeira tem validade infinita. Lá tem pernil de cinco anos atrás e pato curado de dez anos.

Homero, ainda de olhos fechados, respondeu:

— Se você ousar me dar algo assim para comer, você está morta.

— O que eu te sirvo será sempre o mais fresco. — Nádia levantou três dedos para o céu. — Eu garanto.

Depois da massagem, Nádia colocou a bateria de volta.

Homero virou-se e saiu imediatamente.

— Também não vou jantar.

Ele subiu as escadas depois de dizer isso.

Nádia coçou a nuca.

E agora?

Parecia que ela havia irritado o chefe.

Nádia sentiu-se um pouco frustrada.

Mas isso não afetou seu apetite.

Para o jantar, ela preparou uma grande tigela de arroz frito com ovo, adicionando algas picadas e cubos de presunto.

Satisfeito, depois de comer o último grão de arroz, Homero pousou a colher.

Como um gato elegante e preguiçoso.

Homero colocou a tigela e os talheres na máquina de lavar louça. Vendo o post-it e a caneta sobre a mesa, ele escreveu uma linha e a colou na porta da geladeira.

Então, tranquilamente, voltou para o andar de cima para dormir.

Longe dali, no prédio do Grupo Sol Nascente.

Todos os funcionários já haviam ido para casa.

Apenas as luzes do último andar permaneciam acesas.

Roberto, trabalhando até tarde, observava o vídeo de vigilância com os olhos marejados.

Ele nem se lembrava da última vez que tinha visto seu irmão comer tanto...

Então, viu o pote de pirulitos que ele havia escondido na geladeira no mês passado, agora repousando pacificamente na lixeira.

Roberto finalmente desabou em lágrimas.

Seus soluços ecoavam no vasto e silencioso Grupo Sol Nascente à meia-noite.

Nádia, em seu sono, recebeu um bônus.

E um desconto de vinte e cinco reais.

O preço do pote de pirulitos.

***

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