Entrar Via

A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano romance Capítulo 122

Teresa cambaleou para trás, o salto do sapato prendeu-se na grama alta e ela caiu de costas.

A dor, porém, não veio. Ela foi envolvida por um abraço quente.

Encarou os olhos negros de Marcos tomados de pânico—nunca antes tinha visto tal expressão em seu rosto.

Teresa estava exausta, sua razão despedaçada.

Ela enxergava mal à noite; a figura diante dela se misturava com a escuridão, o contorno de Marcos se tornava cada vez mais difuso em seus olhos, os traços rígidos e frios pareciam suavizados, e o olhar profundo se reduzia ao contraste simples de preto e branco.

O homem maduro e seguro estava agora coberto por uma névoa tênue, voltando a ser o jovem bonito e impetuoso de outros tempos.

Ela pareceu ver Marcos de dez anos atrás, sem as reservas de adulto, só energia aberta e vibrante.

Ele a amava, levou-a para conhecer o pai Emerson Gomes e a mãe Vanessa.

Jurou que jamais se casaria com outra, e cumpriu o prometido.

Naquele tempo, a felicidade e a alegria transbordavam em seu peito.

Passos apressados e desordenados ecoaram logo atrás, Vanessa a envolveu em seus braços, gritando assustada: "Teresa!"

Antes de perder a consciência, Teresa pensou aliviada que, desta vez, não choraria mais por eles.

Eles já não mereciam sua tristeza.

Seu corpo foi balançado, ouviu o grito rouco de Marcos—não entendeu o que ele dizia, parecia chamar por um médico.

Despertou assustada, levando a mão ao ventre.

Se o médico viesse, descobririam que ainda estava grávida.

Marcos tiraria a criança dela!

Ao acordar, viu que estava no quarto antigo dela e de Marcos, na casa dos Gomes.

Vozes vinham do corredor.

"Diretor Gomes, dona Teresa perdeu o bebê há pouco, precisa descansar, não pode se abalar." Era a voz de Ana.

Só então Teresa suspirou aliviada e deixou-se cair de volta na cama, o suor frio gelando-lhe o peito.

A porta se abriu, Marcos entrou devagar, sentou-se à beira da cama e segurou a mão de Teresa. "Amor, não é como você está pensando."

Ela fechou os olhos ardidos, encolheu-se sobre si mesma, e as lágrimas, inevitáveis, rolaram pelo rosto.

Enfim, tudo chegara àquele ponto: ele queria mantê-la prisioneira.

Mas Teresa não queria mais se enganar.

Passou o dia entorpecida e, quando acordou, já era noite novamente.

Depois do banho, trocou o vestido de festa e percebeu que a pulseira da Cartier havia sumido. Deixou para lá.

Vestiu um conjunto preto confortável e desceu.

Os funcionários desviaram os olhos quando a viram, como se o fato de ela parecer tranquila fosse algo estranho e inquietante.

Ela se sentou à mesa da sala de jantar. "Eu quero..."

Mal começou a falar, a voz saiu rouca, tão dolorida que não conseguiu completar a frase.

Vanessa logo apareceu, sem o menor sinal de culpa no rosto. Tocou a testa de Teresa: "Está com febre, deve ter sido o frio de ontem à noite."

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano