Uma rajada de vento soprou, e Marcos assumiu sua postura, desferindo um soco na direção do rosto de Gustavo em um instante.
Gustavo não se moveu nem um milímetro, tampouco fez qualquer gesto de defesa. Seus olhos negros e resolutos fitavam Marcos fixamente.
Do lado de fora da janela, todos prenderam a respiração!
O punho de Marcos, porém, parou a poucos centímetros do alvo.
Um dos investigadores do lado de fora levantou a mão para ele. "Diretor Gomes, encontramos algo!"
O olhar gelado de Marcos passou pelo rosto de Gustavo, e ao cruzar por ele, não pôde evitar lembrar-se de como a pessoa que levou Teresa a abraçava com tanta intimidade. Uma fúria repentina irrompeu em seu peito. Num salto veloz, ele ergueu a perna e avançou contra Gustavo.
Gustavo, bem treinado, recuou rapidamente e ergueu as mãos para bloquear o golpe, mas ainda assim foi vencido: acabou atingido e lançado dois passos para trás até conseguir se firmar.
Seu olhar tornou-se cortante. "Diretor Gomes, sua esposa não parecia estar sendo sequestrada. Pelo contrário, parecia estar fugindo de você."
Assim que terminou de falar, houve uma comoção entre a multidão do lado de fora.
"É verdade! Eu estava lá na hora. Quando o helicóptero decolou, a Sra. Gomes passou bem ao lado do Diretor Gomes. Ela poderia ter estendido a mão e pedido ajuda, mas seus gestos mostravam claramente repulsa e resistência!" Alguém expressou suas dúvidas.
Todos começaram a pegar os celulares, repetindo as imagens do momento em que Teresa foi levada.
Sob o céu noturno, embora seus rostos não fossem visíveis, os gestos e movimentos estavam nítidos.
As vozes de dúvida aumentavam em ondas sucessivas.
A testa de Marcos se franziu, sua voz soou fria como gelo. "Quem lhes deu o direito de julgar meu relacionamento com minha esposa?"
Gustavo esboçou um sorriso irônico.
Nesse momento, um dos investigadores entrou trazendo um notebook. "Diretor Gomes, o trajeto desse carro foi apagado há apenas dois minutos. Foi claramente intencional."
Marcos tinha certeza de que Gustavo sequestrara Teresa. "Destruam o instituto!"
De repente, todas as telas de comunicação ficaram pretas.
Na imagem, apareceu a silhueta de uma figura humana negra. Ruídos de eletricidade ecoaram pelos dispositivos, causando um calafrio geral.
Uma voz mecânica se fez ouvir:
"Diretor Gomes, o senhor vai morrer lá embaixo!"
Com o rosto implacável, Marcos afastou todos, vestiu o traje de proteção, prendeu-se à corda e desceu pessoalmente para as buscas. "Viva ou morta, preciso encontrá-la. Nada poderá nos separar."
Teresa observava de longe, vendo-o decidido a compartilhar o mesmo destino que "ela".
Um terror imenso tomou conta de seu coração.
Ela pensou no último jeito de se afastar dele: trocar a própria vida por liberdade.
E ele, mesmo assim...
Ela se recordou do casamento deles, celebrado em estilo brasileiro, e das palavras que ele disse em seu discurso: "Na vida, juntos sob o mesmo teto; na morte, juntos sob a mesma terra."
Naquele momento, ela brincara dizendo que era um mau agouro.
Agora, porém, Teresa estava apavorada.
Ela viu Marcos deslizar pela corda penhasco abaixo, mergulhando no abismo, e correu desesperada pela mata em sua direção, gritando sem esperança: "Marcos, não!"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano
Por que escrevem que os capítulos são gratuitos e no entanto do 41 para frente estão todos bloqueados e tem que pagar? Por que mentir que são liberados?...