De repente, a porta da sala de cirurgia foi aberta.
O médico saiu e disse: "Diretor Gomes, a senhora foi trazida a tempo, a cirurgia foi um sucesso."
Ao ouvir essa boa notícia, o coração de Marcos se apertou ainda mais.
E então ele ouviu o restante.
"No entanto, o coração da senhora está muito frágil, não suportará outra cirurgia. Se houver uma nova crise, só será possível com um transplante."
"É bom que o senhor esteja preparado."
Marcos abaixou o olhar, seus olhos escureceram. "Não conte à minha esposa sobre a gravidade do quadro."
O médico assentiu.
Quando Teresa foi trazida pelos enfermeiros, ele se aproximou e segurou sua mão, chamando baixinho e com carinho: "Meu amor."
Temendo acordá-la, em seus olhos havia a emoção de tê-la recuperado das mãos da morte.
Três dias depois, Teresa recebeu alta.
Eles se mudaram de volta para a casa antiga, aquela mansão que ela havia mandado destruir. Agora, com um novo layout e design, parecia que tudo havia mudado, mas ao mesmo tempo, tudo continuava igual.
O retrato de casamento deles estava pendurado no centro da sala de estar, e fotos da família de três pessoas podiam ser vistas por todos os cantos.
"Amor, nossos amigos querem comemorar sua alta e também aquecer nossa casa nova. Eles vêm hoje à noite. O que acha?"
"Está bem."
Desde que ela acordara no hospital, Marcos não se afastava dela nem por um instante.
Ele não ia ao trabalho, trabalhava de casa.
Também não permitia que Adriano fosse à creche, queria que ficassem juntos o dia inteiro.
Além deles, só alguns empregados circulavam pela casa, o que a deixava um pouco irritada.
Já que ela não podia sair, resolveu deixá-los entrar. "Da última vez você julgou errado o Dr. Braga. Aproveite para se desculpar."
Ela precisava terminar rapidamente a construção da rede de proteção, não havia tempo a perder.
O olhar de Marcos se obscureceu. "Precisa convidar o filho dele, Raul?"
Teresa respondeu com um breve "Uhum", quanto mais pessoas, melhor. "Convide também a Dra. Anjos."
A indiferença de Marcos a deixava inquieta—ela não podia ser descartada por ele.
Marcos viu Teresa levando Raul para a cozinha. "Tia preparou muitos docinhos, vamos lá comer."
Gustavo e Melinda, ao entrarem, foram conduzidos pelos seguranças ao jardim dos fundos.
Marcos subiu para o segundo andar e puxou Kate para o escritório.
Gabriel, discretamente, sentou-se na sala de visitas ao lado.
Kate levantou o braço, mostrando a pulseira, e acusou ansiosa: "Cunhado, essa pulseira Cartier eu encontrei na copa, na noite do noivado. Tem as iniciais suas e da minha irmã."
"Eu realmente vi minha irmã e Gustavo saindo correndo da copa naquela noite. Esta é a prova."
"O vídeo das câmeras daquela noite está com certeza adulterado!"
O olhar gélido de Marcos se fixou em Kate; ele agarrou seu pulso e tirou a pulseira Cartier, colocando-a no bolso interno do paletó. "Você não merece usar nada dela."
A dor no pulso de Kate era menor que a dor em seu coração.
Marcos a pressionou contra a mesa comprida do escritório, segurando seu pescoço ora forte, ora suave. Seu olhar sombrio carregava uma aura de perigo, envolvendo-a firmemente. "Você sabe muito bem qual é o destino de quem calunia minha esposa."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano
Por que escrevem que os capítulos são gratuitos e no entanto do 41 para frente estão todos bloqueados e tem que pagar? Por que mentir que são liberados?...