O carro parou suavemente em frente à Mansão Guerra, e o motorista abriu a porta.
Teresa desceu e logo avistou Elisabete, que a aguardava à porta, acompanhada de uma jovem adorável.
"Uau! Então você é minha cunhada!" exclamou Milena, surpresa com a coincidência, "Eu te vi hoje à tarde na Loja de Roupas de Grife, você saiu do provador já com esse vestido."
"Cunhada, esse vestido ficou lindo em você." Milena elogiou com doçura e simpatia.
Esse gesto aqueceu o coração de Teresa, que sorriu e agradeceu: "Obrigada." Em seguida, seu olhar sereno recaiu sobre Elisabete, aceitando também o exame atento dela.
"Seu irmão realmente..." Elisabete se aproximou, feliz, segurando a mão de Teresa. "Faz tudo em silêncio, mas com grande efeito."
"Mãe, os tios, tias e os vizinhos ainda estão esperando para conhecer a noiva." Milena brincou, vendo o entusiasmo da mãe.
"Tem muita gente?" Teresa ficou surpresa, pois pensava que seria apenas um jantar de família, apenas para visitar os pais da Família Guerra e Milena.
Ela olhou para os presentes que havia preparado, apenas três.
Elisabete percebeu a delicadeza e sensibilidade de Teresa, sorrindo: "São só os vizinhos, alguns antigos colegas do pai das crianças, gente que está sempre por aqui."
"Não precisa se preocupar com presentes, hoje é só um jantar comum em casa." As palavras tranquilizadoras de Elisabete deixaram Teresa mais à vontade.
"Você não sabe, os filhos dos tios todos continuam solteiros, só meu irmão conseguiu casar; minha mãe não vai perder a chance de se exibir." Assim que Milena terminou a frase, levou um leve tapa na testa. "Que bobagem é essa?"
"Mamãe não é vaidosa assim, são eles que ouviram falar que a noiva do seu irmão vinha nos visitar e vieram só para aproveitar nossa comida e bebida."
Observando a interação entre mãe e filha, Teresa não pôde evitar lembrar-se de sua própria mãe, Flávia. Seus olhos se encheram de lágrimas, mas ela logo se recompôs e seguiu as duas para dentro da mansão.
Ao ver Teresa, todos ficaram impressionados.
"Que mulher maravilhosa," alguém exclamou.
"Vasco, você é um homem de sorte!"
"O meu lá em casa, acho que nem nessa vida vai me dar esse orgulho!"
No meio de tanta animação, Teresa foi apresentada por Elisabete a todos e, um pouco exausta, sentou-se na pequena sala de estar.
Eunice sentou-se ao lado de Teresa. "Sou filha da Família Neves, e todos aqui são da alta sociedade de Cidade Luminária. E os pais da Srta. Souza, o que fazem?"
Teresa percebeu a tentativa de Eunice de menosprezá-la pelo status social.
Com um tom calmo, respondeu: "Srta. Neves, não importa o que meus pais fazem, Robson e eu já estamos noivos."
"Só falta a cerimônia."
Na verdade, eles já tinham o registro de casamento.
Teresa não queria prolongar a conversa com Eunice, esperando que ela desistisse.
Eunice era uma moça bonita e admirável; não deveria insistir em alguém que não lhe dava valor.
Se Robson e Eunice realmente se separaram apenas por um mal-entendido, bastava esclarecê-lo para que ficassem juntos.
Robson não precisaria se casar com ela; poderia simplesmente se casar com Eunice.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano
Por que escrevem que os capítulos são gratuitos e no entanto do 41 para frente estão todos bloqueados e tem que pagar? Por que mentir que são liberados?...