O celular foi desligado instantaneamente.
Os olhos de Marcos estavam vermelhos como sangue, todo o seu corpo emanava uma aura ameaçadora, e sua voz soou fria como gelo: "Me diga, onde está minha esposa?"
"Já te disse, eu nunca vou te contar!" Gustavo respondeu friamente. "Me devolva o celular."
"Eu sei que minha esposa está aqui, em Cidade Luminária. Na verdade, antes de ontem à noite, ela estava morando nesta mansão. Foi você quem a trouxe do hotel ontem." À medida que Marcos ia analisando cada detalhe, o rosto de Gustavo ficava cada vez mais sombrio.
"Mesmo que você não fale, eu vou descobrir." Marcos lançou um olhar para as chaves em cima da mesa; imediatamente, o segurança pegou as chaves e saiu da mansão.
"O que você vai fazer?" Gustavo gritou, e nesse momento Raul e Pablo desceram correndo as escadas.
Gustavo rapidamente abraçou Raul em seus braços.
"Seu carro vai me contar por onde você andou."
Marcos sentou-se no sofá; não tinha dormido a noite toda. Seu corpo estava exausto, mas os nervos tensos não o deixavam parar de pensar.
Naquele instante, ele via Teresa ali, na cozinha.
Ela estava cozinhando, enquanto Adriano brincava no cavalinho de balanço ao lado.
Ela se virava e perguntava: "Quer que eu faça mais apimentado?"
Marcos sorria.
De repente, um sorriso amargo escapou de seus lábios, deixando Gustavo e Pablo arrepiados.
Eles não faziam ideia do que Marcos estava passando.
Todos os dias, assim que abria os olhos, ele via Teresa; quando os fechava, também a via. Mas não podia tocá-la, não podia abraçá-la. A saudade em seu peito era como uma onda gigante, que o afogava vez após vez.
A saudade o mantinha acordado noite após noite.
Logo, o chefe dos seguranças entrou: "Senhor, encontramos. O carro esteve ontem de manhã na repartição do Diretor Franco!"
Os olhos de Marcos se arregalaram de espanto, sem acreditar no que deixara escapar. Levantou-se imediatamente, caminhando para fora, enquanto o chefe dos seguranças levava as chaves e o celular de Gustavo.
No banco traseiro do Rolls-Royce, Marcos relembrava as palavras de Gustavo. Ele havia pedido para Teresa descansar um pouco, esperando para buscá-la.
O carro logo chegou à entrada da repartição. Seguindo o combinado entre Gustavo e Teresa, Marcos discou o número.
O chefe dos seguranças o seguia de perto.
Nesse momento, Teresa saía de outro alojamento feminino.
"Ministra Souza, muito obrigado por tudo."
"Vasco é um homem de sorte por ter uma nora tão competente como você." O Diretor Franco sorriu.
"Não há de quê, Diretor Franco, faz parte do meu dever." Teresa respondeu calmamente.
Ao sair da repartição, percebeu que Tiago a seguia.
Não vendo Gustavo, Teresa chamou um táxi para voltar sozinha. No entanto, sentiu um golpe certeiro na nuca e desmaiou.
Ao acordar, estava no porta-malas de um carro. O homem à sua frente tinha uma cicatriz de queimadura no rosto. Parecia-lhe familiar.
Uma lembrança dolorosa de um incêndio surgiu de repente em sua mente. Ela o encarou friamente.
"Não me olhe assim! Sua ingrata, colocou seu próprio pai na cadeia, mandou minha mãe para a prisão… Me diz: foi você que fez minha irmã desaparecer? Se não falar, eu te jogo no rio para alimentar os peixes!" Tiago gritou, fora de si.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano
Por que escrevem que os capítulos são gratuitos e no entanto do 41 para frente estão todos bloqueados e tem que pagar? Por que mentir que são liberados?...