Teresa fechou a janela do carro, explicou a situação ao policial e informou o endereço.
Marcos ouviu as palavras de Teresa como se engolisse centenas de agulhas; a dor atravessava seu corpo por dentro e por fora.
Sua amada esposa estava prestes a entregá-lo.
Ele quis olhar para ela mais uma vez, mas ela, impiedosa, fechou todas as janelas.
Quando Teresa chegou ao condomínio, a polícia já estava lá.
Ao ver Gustavo e Raul ilesos, ela abraçou Raul com força.
"Desculpa, Raul." Teresa, profundamente triste, o apertou nos braços. "Mamãe chegou tarde."
Mas o olhar de Raul passou por Teresa e ele gritou: "Sr. Gomes."
Teresa se virou rapidamente e viu Marcos parado não muito longe. Ao encontrar aqueles olhos cheios de feridas, ela não hesitou e apontou para ele diante do policial: "Suspeito que foi ele quem manteve meus amigos em cativeiro."
Essas palavras atingiram Marcos em cheio.
Ele emanava um frio intenso; sua esposa estava contra ele por causa de outro homem. Como não se enfurecer? Mas de que adiantava? Era sua própria esposa.
Marcos tentou se aproximar de Teresa, querendo estar um pouco mais perto dela.
"Sr. Braga, é ele?" O policial perguntou a Gustavo.
"Sim," Gustavo assentiu. "Depois que ele veio à nossa casa anteontem, confiscou meu celular e as chaves do carro, e não nos deixou sair."
"Ele nos manteve presos. Flaviana também estava lá na hora."
Nesse momento, Pablo saiu de trás de Teresa e falou timidamente: "Eu sou Flaviana Ibarra. Naquele momento, o Sr. Gomes realmente pegou o celular e as chaves do professor, mas... ele não nos proibiu de sair."
Gustavo olhou para Flaviana, um tanto frustrado. "Naquele momento, para proteger meu filho Raul e Flaviana, eu não entrei em conflito com ele."
"Nós vamos investigar tudo. As pessoas envolvidas precisam ir à delegacia," disse o policial, entendendo a situação.
Teresa, naturalmente, acompanhou Raul para prestar depoimento. Enquanto caminhava ao lado de Gustavo, expressava apenas culpa e carinho, preocupando-se com o bem-estar de Gustavo e Raul.
Gustavo estava tão feliz quanto uma abelha que encontrou mel.
Marcos caminhava por último, observando tudo, lançando um olhar gélido e penetrante para Gustavo.
Além do depoimento de Gustavo, nem Flaviana nem Raul apontaram Marcos, e não havia provas diretas de que haviam sido mantidos em cárcere ilegal por ele.
Robson, o falso moralista que incentivou uma mulher casada a fugir?
Ou Gustavo, esse homem cheio de segundas intenções?
Os homens de Gustavo chegaram ontem; se fosse preciso chamar a polícia, não precisaria esperar até hoje.
Gustavo apenas quis esperar que sua esposa ingênua descobrisse que ele estava preso, ficasse preocupada, cuidasse dele!
Marcos conteve a fúria dentro de si, tentando manter a expressão serena. "Para mim, você sempre será minha esposa, meu tesouro, a pessoa mais preciosa das minhas mãos."
"Querida, eu só vim visitar a Família Braga, estava esperando por você."
Ao ouvir Marcos falar, Teresa se sentiu desconfortável, um frio percorrendo sua espinha. Ela segurou a mão de Raul. "Mamãe vai te levar para casa."
"Mamãe, hoje você pode ficar comigo? Senti tanto a sua falta."
Raul se pendurou em Teresa, que acariciou carinhosamente o rosto do menino. "Claro que sim."
Ao passar por Marcos, Gustavo lançou-lhe um olhar de triunfo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano
Por que escrevem que os capítulos são gratuitos e no entanto do 41 para frente estão todos bloqueados e tem que pagar? Por que mentir que são liberados?...