O carro de Marcos seguia o de Robson de perto, e ao ver os dois tão íntimos juntos, ele quase enlouqueceu.
Sem se importar com nada, ele atravessou a rua e provocou aquele acidente de trânsito.
"Bateu no meu carro e atrasou meus compromissos. O que você pretende fazer para resolver isso, Sr. Robson?" Marcos falou assim com Robson, mas seu olhar percorreu Teresa de cima a baixo, certificando-se de que ela não tinha nenhum arranhão.
Só então seu coração ficou um pouco mais tranquilo.
Teresa baixou os olhos, evitando olhar para Marcos, pois, se o fizesse por mais um instante, não conseguiria controlar o nojo que sentia.
Foi nesse momento que a mão de Robson repousou sobre ela. Ele a tomou nos braços, aconchegando-a para o lado de dentro e trocando de lugar com ela no banco, num gesto tão leve que parecia que Teresa era feita de papel.
Naquele instante, Teresa pôde sentir, sob a camisa de algodão macio, os músculos firmes do corpo dele.
Ela desviou o olhar para fora da janela.
Robson ignorou Marcos, mas de repente Marcos abriu a porta, deixando a chuva entrar e molhar Teresa. Ele não ficou satisfeito: "Desça e resolva isso."
Ele disse isso ao secretário que estava no banco da frente.
O secretário desceu imediatamente, e os policiais à paisana já se postavam atrás de Marcos. Todos carregavam guarda-chuvas, menos Marcos, que ficou encharcado sob a chuva.
A mão dele, que tinha sido enfaixada na noite anterior, começou a sangrar devagar, o vermelho se espalhando.
Mesmo assim, Teresa não lhe lançou sequer um olhar.
A mão dele se fechou com tanta força que doeu, mas mesmo assim, ele teve que soltar.
Ao abrir a mão, o secretário fechou a porta e o carro rapidamente se perdeu no trânsito.
Marcos apertou o peito, tomado por uma dor lancinante, e caiu no meio da chuva.
Seus seguranças imediatamente o ajudaram a voltar para o carro.
O segurança conversou com o secretário sobre a questão da indenização.
"Converse com o seu Diretor Gomes, peça para ele não fazer algo que não tenha volta. Luana já foi afastada." O secretário fez uma pausa. "Nosso Sr. General nunca brinca. Se o Diretor Gomes continuar seguindo a Srta. Souza, ele acabará na prisão."
O segurança percebeu a boa intenção do secretário, mas respondeu resignado: "Para encontrar minha patroa, meu patrão já esteve várias vezes à beira da morte."
O secretário já tinha ouvido falar disso, e ficou sem palavras.
Dentro do carro.
Robson estendeu uma toalha para ela: "Seque-se, você se molhou."
Ao receber, ele percebeu que ela tinha cravado as unhas na palma da mão, deixando marcas de sangue. "O que houve?"
"É."
Ao ouvir a resposta de Robson, o coração das duas afundou.
"E como você explicou isso para a família?"
"Depois que fiz, eu avisei."
Robson respondeu friamente, como se comentasse sobre o tempo agradável daquele dia.
"Você!" Elisabete quase desmaiou de raiva. "Quando não consegui descobrir nada sobre o passado dela, achei que fosse apenas uma garota comum, que não ter registros era até bom."
"Mas nunca imaginei que ela tivesse esse passado, e ainda mais, um filho tão grande."
"O que você estava pensando?"
Fora o episódio do rompimento com Eunice anos atrás, ela e Vasco nunca tiveram preocupações com Robson.
Nunca poderiam imaginar que o filho, sempre tão calmo e centrado, lhes daria um choque tão grande!
"Quando você quis romper o noivado com a Eunice, nós deixamos você decidir."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano
Por que escrevem que os capítulos são gratuitos e no entanto do 41 para frente estão todos bloqueados e tem que pagar? Por que mentir que são liberados?...