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A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano romance Capítulo 243

Mas como ela poderia recusar alguém de quem gostava?

Milena assentiu com a cabeça e saiu do hospital para entrar em contato com Teresa.

Depois que Milena saiu, Marcos disse ao segurança: "Arrume para que o Dr. Dias venha fazer um exame na minha esposa."

"Senhor, e se a senhora não cooperar?"

"Precisa mesmo que eu lhe diga como agir?" Marcos respondeu, irritado.

O assunto ficou pouco tempo entre os tópicos mais comentados, mas quem precisava saber, já sabia.

Vasco, que voltava de um encontro de aposentados, entrou no quintal deles.

Sentou-se na sala.

Depois de ser alvo de piadas a noite toda, Vasco estava com a expressão nada boa.

"Vá descansar primeiro."

Robson disse a Teresa.

Ele preferia suportar tudo sozinho.

"Quantas vezes você acha que pode protegê-la?"

Vendo aquela cena, Vasco ficou ainda mais irritado.

Teresa parou na porta, mas Robson a puxou para trás de si.

"Lá em Brasília, dizem que eu quero arranjar uma esposa para você; as filhas das famílias tradicionais até fazem fila." Vasco reclamava, claramente insatisfeito. "Agora você quer se casar com uma mulher divorciada, já pensou na reação delas?"

"A humilhação que passei hoje no encontro é exatamente o que espera por ela no futuro."

"Teresa trabalha muito, ela nem gosta desses encontros." Robson respondeu calmamente.

Ao mencionar o trabalho de secretária, Vasco ficou ainda mais contrariado: "Você não pode arranjar algo mais digno para ela?"

"Se você não providenciar, eu providencio."

Diante do pai, Robson se conteve: "O senhor quer arranjar um emprego digno para sua nora?"

"A minha nora com certeza será..." Vasco, ao chegar a esse ponto, percebeu que Robson o estava confundindo.

"Não mude de assunto!"

Olhou bravo para Robson.

Desde o rompimento do noivado com a Família Neves, o filho, sob o pretexto de trabalho, não mantinha contato com a família.

Eles não sabiam onde encontrá-lo, nem para onde ligar; ter um filho era como não ter nenhum.

Há muitos anos não conversava assim com o filho.

O rapaz era reservado e ocupado, raramente se submetia às suas broncas.

Não era por vergonha, era por culpa.

Ao ouvir aquilo, Vasco bateu na perna, animado, mas ainda quis saber mais: "Casar com o Robson não é fácil."

"Sua tia foi igual."

"Trabalhou para mim dia e noite."

"Você tem certeza que aceita?"

"Hoje, por exemplo, fui alvo de piadas no encontro só por causa dele; respeitei sua posição, não pude reagir, voltei irritada."

"Quanto maior o status, mais humildade se exige."

"Não é nada parecido com ser esposa de um empresário qualquer."

A voz de Teresa era calma: "Eu aceito."

Mesmo sabendo que não era de coração, Robson ficou feliz.

"O casamento já está sendo organizado." Vasco se aliviou.

Sua esposa dizia que hoje em dia muitos não podiam ter filhos, mas quem já teve uma vez, teria facilidade na segunda; não havia erro nesse pensamento.

Fazia sentido.

Assim que Vasco saiu, o telefone de Teresa tocou. Ela desligou e disse a Robson: "Vou de carro buscar a Milena e, aproveitando, vou falar com o Diretor Franco."

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