Sala de emergência.
Milena e Teresa apoiaram Marcos, cada uma de um lado, enquanto entravam apressados na emergência. "Doutor, rápido, venha ver!"
Os profissionais de saúde vieram imediatamente. "O que aconteceu?"
"Derramaram água fervendo nas costas dele."
"Coloquem-no de bruços na cama agora!" o médico gritou.
A mão de Teresa estava apertada firmemente por Marcos e, mesmo assim, ela teve que seguir as orientações do médico, ajudando-o a deitar-se na cama e entrando junto na sala de atendimento.
"É muito grave, vamos precisar anestesiar. Primeiro, precisamos tirar a camisa colada no ferimento!"
Teresa respondeu quase automaticamente: "Ele é alérgico à anestesia, pode entrar em choque."
Ao ouvir isso, Milena ficou paralisada por um instante, e, ao ver a emoção transbordar nos olhos de Marcos, sentiu um aperto no peito.
"E você aguenta?" o médico olhou para Marcos.
A voz de Marcos saiu quase entre os dentes. "Eu aguento."
Ele apertou ainda mais a mão pequena de Teresa, não querendo soltá-la de jeito nenhum, mas empurrou Milena para longe. "Sangue, espere lá fora."
Milena não podia deixá-los a sós. "Teresa, por que você não espera lá fora? Eu fico aqui com o Marcos."
Teresa tentou soltar a mão de Marcos, mas ele não queria largar, e a força dos dois acabou causando uma dor surda em suas costas, a camisa rasgou-se, e a pele sofreu ainda mais. Marcos prendeu o ar num gemido.
O médico ficou visivelmente irritado. "Como podem ser tão insensíveis? Vocês vieram juntos, não são da mesma família?"
O médico então decidiu: "Silêncio, vamos começar o procedimento."
Primeiro, o médico fez um tratamento a frio, rapidamente a camisa foi retirada, mas algumas partes ainda estavam grudadas ao ferimento. Quando a pinça arrancou os pedaços, o som da pele sendo separada era de arrepiar.
Ao ver as costas de Marcos em carne viva, Milena começou a chorar. "Marcos, você vai ficar bem?"
Que força de vontade era necessária para suportar tamanha dor sem anestesia?
Marcos manteve o olhar fixo em Teresa. "Por Teresa, eu suporto essa dor."
Ele sabia que sua esposa sentiria pena dele.
A palma da mão de Teresa ficou úmida de suor frio, mas ela não teve escolha senão encarar as costas ensanguentadas de Marcos.
Na sala de espera, Robson estava sentado numa cadeira de ferro. Sua presença impunha respeito, fazendo o barulho do pronto-socorro parecer desaparecer, como se aquele lugar se transformasse num templo sagrado.
Meia hora depois, o ferimento estava tratado.
Levaram Marcos ao quarto de internação. Ele continuava a segurar a mão de Teresa, que tentou se desvencilhar, mas, ao ser repreendida pelo médico, durante o empurra-empurra acabou caindo sobre a cama, sendo amparada pelos braços de Marcos.
"O que vocês estão fazendo?" um grito agudo veio da porta.
Teresa se virou rapidamente. Era Eunice, Dona Guerra Elisabete Ramalho e Robson.
Ela se soltou imediatamente do abraço de Marcos, que, ferido, não conseguiu reter sua força.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano
Por que escrevem que os capítulos são gratuitos e no entanto do 41 para frente estão todos bloqueados e tem que pagar? Por que mentir que são liberados?...