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A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano romance Capítulo 255

"Mãe, ainda quer que eu case com a Eunice?" Robson perguntou com uma expressão apática.

"Isso não foi coisa da Eunice!" Alan interveio em defesa dela. "A ideia foi minha!"

Eunice olhou para Alan com gratidão, sem ter coragem de encarar Robson. Mas se essa história se confirmasse, sua reputação e a imagem diante de Robson estariam completamente destruídas.

"Eu não fiz isso." Ela negou em voz baixa.

"Tia, a culpa é minha. Posso pedir desculpas ao Sr. Gomes e à Srta. Souza, e aceito qualquer punição que o Robson achar justa. Só que é verdade que Eunice sofreu uma hemorragia por causa de uma gravidez ectópica relacionada ao Robson, perdeu o bebê e ficou com sequelas, agora não pode mais ter filhos."

Elisabete ficou paralisada, mergulhada em um dilema. Por um lado, Teresa tinha seus próprios motivos para se envolver com o ex-marido, por outro, Alan havia cometido algo desprezível.

Mas Eunice parecia inocente, e o fato de ter sido ferida pelo filho era inegável.

Isso não podia, de jeito nenhum, se tornar público.

"Robson, se você é homem, não fuja de suas responsabilidades." Alan zombou friamente. "Você já vem fugindo há tempo demais."

Elisabete se arrependeu profundamente de não ter saído com o marido, Vasco Guerra, naquele dia. Se ele estivesse ali, ela não precisaria se desgastar tanto.

"Robson, uma coisa não anula a outra." Elisabete disse, cerrando os dentes. "Eunice ainda precisa ser sua esposa."

Robson, porém, agiu como se não tivesse ouvido nada. Aproximou-se do ouvido de Teresa e falou num tom baixo, o hálito quente roçando de leve sua orelha: "Você não vai me ajudar?"

"Se não quiser ajudar seu marido, tudo bem."

"Nem seu chefe direto?"

"Vai me deixar ser acusado injustamente?"

Teresa arregalou os olhos, surpresa estampada nas feições delicadas.

"Vá, ajude-me." Robson empurrou de leve sua mão. "Não me deixe ser injustiçado, Teresa."

Havia até mesmo um tom de súplica em sua voz.

Se ele realmente fosse inocente, não precisaria da ajuda dela.

Mas ele era o Sr. General, seu superior direto. Se ele ordenava, ela naturalmente obedeceria.

Só que, com tanta gente ao redor...

O secretário, que acompanhava o grupo, tirou um notebook da mochila e sinalizou para Teresa.

Teresa saiu da sala.

Ninguém sabia o que estavam fazendo lá fora. Alan e Eunice trocaram um olhar.

"Que sentido faz continuar adiando isso?" Alan pressionou. "Tia, com o Robson tratando o assunto dessa forma fria, nossa Família Neves não ousa mais sonhar tão alto."

Alan segurou a mão de Eunice, pronto para ir embora.

Elisabete ficou aflita, sabendo que Alan jamais deixaria barato, e que a Família Neves tinha relações em toda a esfera política.

Ela agarrou a mão de Eunice com urgência.

"Esperem."

Duas vozes soaram ao mesmo tempo, e Robson olhou para Marcos.

"Você incitou alguém a jogar água quente e ferir outra pessoa, além de espalhar boatos. Precisamos acertar essas contas." Ao sinal de Marcos, os seguranças da porta barraram a saída. "Diretor Neves, você mesmo disse que aceitaria qualquer medida, não é? Não vai se esquivar agora."

Marcos jamais deixaria impune quem tentasse machucar sua esposa!

O clima ficou imediatamente tenso, como se um confronto fosse inevitável.

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