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A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano romance Capítulo 47

O chefe da segurança exibiu o vídeo de vigilância diante dos jornalistas e dos internautas acompanhando pela câmera. Um homem vestido de preto, com o rosto coberto, apareceu correndo por uma ruela estreita.

"As buscas pelo suspeito estão em andamento, e deveremos ter resultados em breve", disse Marcos. "Assim que possível, vamos divulgar tudo oficialmente. Agradecemos aos jornalistas e internautas pela preocupação."

O tumulto terminou, e os repórteres foram convidados a se retirar.

Teresa ajoelhou-se no salão fúnebre, queimando notas simbólicas em homenagem a Flávia.

Marcos deixou seguranças para protegê-la e já havia se retirado.

Naquele momento, o telefone de Teresa tocou. Era Kate.

Ela atendeu.

"Teresa, hoje foi emocionante, não foi?"

"Fazia tempo que eu e o Marcos não nos divertíamos tanto assim."

"Esse Marcos, viu! Mal ficou uns dias sem te ver e já quis me ter ali, na frente da sua mãe."

"Mas ouvi o Marcos dizer que, nos últimos anos, sua mãe ficou doente, sozinha, sem nenhum homem por perto, carente e solitária. Ver a nossa ‘performance’ serviu ao menos para distraí-la, não acha?"

"Ah... Marcos, vai devagar, não acabamos de começar?"

As respirações ofegantes do homem, misturadas aos gemidos delicados da mulher, espalharam-se pelo corpo de Teresa como veneno.

Com um bip, a ligação foi encerrada.

Pensar em Marcos e Kate juntos, discutindo sobre ela, até mesmo sobre sua mãe, fazia um vazio profundo crescer no coração de Teresa. Quem mais pode ferir, senão aquele que dorme ao nosso lado?

Ela não suportava mais passar um minuto sequer ao lado de Marcos; queria ir embora o quanto antes.

Sara, com o rosto avermelhado, entrou no salão fúnebre e chutou o braseiro diante de Teresa, gritando: "Teresa, depois de tantos anos de amizade, nunca imaginei que você pudesse ser tão baixa!"

"Você deixou minha mãe impedir que eu expusesse o caso do meu irmão. Você ficou olhando, sem reagir, enquanto o Marcos e a Kate quebravam a urna com as cinzas da sua própria mãe. Tudo por causa da herança da nossa família… Você não tem vergonha?"

"Você sabe de quem a Kate é filha?"

Teresa sempre pensou que Kate fosse uma parente distante da Família Valente, jamais desconfiara de sua verdadeira identidade.

Mesmo quando, logo que chegou à casa de Adriano, uma das empregadas comentou que as duas tinham silhuetas parecidas.

Logo, os dados apareceram na tela, e o olhar de Teresa se fixou no campo dos parentes.

No campo do pai, estava escrito: Umberto.

No campo da mãe: Lídia Luz.

As memórias indesejadas voltaram à sua mente.

Teresa abriu a porta do carro, saiu e olhou para o segundo andar da mansão. Kate, vestida de maneira provocante, estava debruçada no vidro. Atrás dela, um homem, parcialmente escondido na penumbra, a pressionava enquanto batia no vidro.

Teresa empurrou a porta da mansão, pegou o taco de golfe do hall de entrada e subiu as escadas.

Naquele instante, ela queria apenas vingar sua mãe!

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