O beijo de Marcos desceu sobre os lábios de Teresa, mas ela virou o rosto para evitar.
O beijo dele acabou pousando no pescoço alvo de Teresa, beijando e sugando com força, como se quisesse deixar nela uma marca que fosse só dele.
Com brutalidade, ele rasgou o vestido de Teresa, e suas grandes mãos deslizaram pelas curvas delicadas das costas dela até as coxas, levantando sua perna e envolvendo-a em sua cintura.
No entanto, no instante seguinte, seus movimentos pararam!
Durante todo esse tempo, Teresa não emitiu um único som.
Dentro do carro de luxo, o silêncio era assustador.
Tomado pela fúria, Marcos levantou a cabeça e viu Teresa caída sobre o banco, os cabelos despenteados, as roupas desarrumadas, o rosto banhado em lágrimas, o olhar vazio e melancólico, sem nenhum sinal de vida, como uma boneca de porcelana delicada, mas quebrada, cruelmente maltratada.
Ele nunca a tinha visto tão sem vida, como se estivesse prestes a abandonar o mundo inteiro.
Assustado, ele a tomou nos braços, enxugou as lágrimas do rosto dela. "Querida, me perdoa."
Ela estava grávida, ainda frágil; como pôde ele fazer algo tão violento com ela?
Ao pensar nisso, Marcos teve vontade de se esbofetear, desde que Teresa o perdoasse. "É que eu te amo demais."
"Eu vi você com outro homem, conversando de forma tão íntima, e ainda aceitou comparecer ao evento dele. Eu não consegui evitar o ciúme. Querida, você só pode ser minha."
"Promete pra mim que não vai ao evento, e que não vai mais ver aquele homem, tá bem?"
Marcos apertou Teresa com força, o rosto dela foi pressionado contra o peito dele e, ouvindo sua confissão apaixonada, o coração dela ficou ainda mais árido.
Ele a amava tanto, mas havia traído com sua meia-irmã.
Ele a amava tanto, mas sabendo o quanto ela queria ter outro filho, colocava anticoncepcionais para ela sem que soubesse.
Ele a amava tanto, mas a enganava repetidamente.
Será mesmo que ele a amava?
Dizer que ele a amava era pouco; na verdade, ele satisfazia seu desejo egoísta de tê-la só para si, de aprisioná-la.
Ele a mantinha presa em uma jaula de amor criada por ele mesmo, usando o casamento e promessas como amarras, tirando sua liberdade e fazendo com que ela só pudesse viver à sombra dele.
Teresa entrou no banheiro. A água quente lavou a pele marcada pelos beijos de Marcos, onde ainda sentia o calor dele, uma lembrança de posse ardente.
Mas ela não pertencia a ninguém, só a si mesma.
Depois do banho, Teresa acessou o site interno do Grupo Gomes e encontrou o registro do último investimento do departamento de negócios, ligando imediatamente para o gerente responsável.
"Senhora!?" O gerente atendeu, nervoso.
"Que bom que sabe quem sou. Cancele o investimento para o Grupo Zeus." A voz de Teresa era fria e autoritária. O Grupo Zeus era justamente a empresa de Umberto.
O gerente ficou ainda mais cauteloso. "Senhora, poderia me dizer o motivo? Esse investimento foi aprovado pessoalmente pelo Diretor Gomes. Sem motivo, não consigo explicar a ele por que cancelar."
"O projeto de estacionamento inteligente com IA, retire o Grupo Mendes da concorrência."
"Cancele todas as parcerias com o Grupo Landim."
Teresa não deu motivos, apenas seguiu cancelando os contratos, deixando o gerente tão atordoado que parecia que sua CPU ia entrar em curto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano
Por que escrevem que os capítulos são gratuitos e no entanto do 41 para frente estão todos bloqueados e tem que pagar? Por que mentir que são liberados?...