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A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano romance Capítulo 68

O beijo de Marcos desceu sobre os lábios de Teresa, mas ela virou o rosto para evitar.

O beijo dele acabou pousando no pescoço alvo de Teresa, beijando e sugando com força, como se quisesse deixar nela uma marca que fosse só dele.

Com brutalidade, ele rasgou o vestido de Teresa, e suas grandes mãos deslizaram pelas curvas delicadas das costas dela até as coxas, levantando sua perna e envolvendo-a em sua cintura.

No entanto, no instante seguinte, seus movimentos pararam!

Durante todo esse tempo, Teresa não emitiu um único som.

Dentro do carro de luxo, o silêncio era assustador.

Tomado pela fúria, Marcos levantou a cabeça e viu Teresa caída sobre o banco, os cabelos despenteados, as roupas desarrumadas, o rosto banhado em lágrimas, o olhar vazio e melancólico, sem nenhum sinal de vida, como uma boneca de porcelana delicada, mas quebrada, cruelmente maltratada.

Ele nunca a tinha visto tão sem vida, como se estivesse prestes a abandonar o mundo inteiro.

Assustado, ele a tomou nos braços, enxugou as lágrimas do rosto dela. "Querida, me perdoa."

Ela estava grávida, ainda frágil; como pôde ele fazer algo tão violento com ela?

Ao pensar nisso, Marcos teve vontade de se esbofetear, desde que Teresa o perdoasse. "É que eu te amo demais."

"Eu vi você com outro homem, conversando de forma tão íntima, e ainda aceitou comparecer ao evento dele. Eu não consegui evitar o ciúme. Querida, você só pode ser minha."

"Promete pra mim que não vai ao evento, e que não vai mais ver aquele homem, tá bem?"

Marcos apertou Teresa com força, o rosto dela foi pressionado contra o peito dele e, ouvindo sua confissão apaixonada, o coração dela ficou ainda mais árido.

Ele a amava tanto, mas havia traído com sua meia-irmã.

Ele a amava tanto, mas sabendo o quanto ela queria ter outro filho, colocava anticoncepcionais para ela sem que soubesse.

Ele a amava tanto, mas a enganava repetidamente.

Será mesmo que ele a amava?

Dizer que ele a amava era pouco; na verdade, ele satisfazia seu desejo egoísta de tê-la só para si, de aprisioná-la.

Ele a mantinha presa em uma jaula de amor criada por ele mesmo, usando o casamento e promessas como amarras, tirando sua liberdade e fazendo com que ela só pudesse viver à sombra dele.

Teresa entrou no banheiro. A água quente lavou a pele marcada pelos beijos de Marcos, onde ainda sentia o calor dele, uma lembrança de posse ardente.

Mas ela não pertencia a ninguém, só a si mesma.

Depois do banho, Teresa acessou o site interno do Grupo Gomes e encontrou o registro do último investimento do departamento de negócios, ligando imediatamente para o gerente responsável.

"Senhora!?" O gerente atendeu, nervoso.

"Que bom que sabe quem sou. Cancele o investimento para o Grupo Zeus." A voz de Teresa era fria e autoritária. O Grupo Zeus era justamente a empresa de Umberto.

O gerente ficou ainda mais cauteloso. "Senhora, poderia me dizer o motivo? Esse investimento foi aprovado pessoalmente pelo Diretor Gomes. Sem motivo, não consigo explicar a ele por que cancelar."

"O projeto de estacionamento inteligente com IA, retire o Grupo Mendes da concorrência."

"Cancele todas as parcerias com o Grupo Landim."

Teresa não deu motivos, apenas seguiu cancelando os contratos, deixando o gerente tão atordoado que parecia que sua CPU ia entrar em curto.

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