A história de À mercê da realeza está atualmente postada em 59 e recebeu críticas muito positivas de leitores, a maioria dos quais leram ou estão lendo. Esta é uma história muito apreciada! Sou até mesmo fã de Internet, por isso estou ansioso por 59. Espere para sempre. @@ Leia 59 À mercê da realeza do autor Internet aqui.
Ele ficou jogando a carambola pra cima e pegando-a no ar como método de tortura.
_Fala logo, Ralf._Digo impaciente._O que você quer?
_Você. Você inteiramente pra mim essa noite._Ele para de mover a fruta e fica me encarando seriamente.
Eu sabia que não iria ficar nessa casa essa noite e que de jeito nenhum eu iria dormir com ele. Mas eu quero a carambola e ele não sabe que irei embora. Ponto pra mim.
_Claro. Agora me passa essa carambola aqui._Avancei em cima dele e peguei a carambola mordendo-a com toda a vontade do mundo._Delícia.
_Você cedeu muito fácil._Ele me olhava comer._Está acontecendo alguma coisa, Kalenna?
_Nada. Eu só concordei em dormir contigo porque queria a fruta. Agora para de me amolar e até a noite._Saio de perto dele e volto pra dentro da torre.
Isso aqui está uma correria. Estão arrumando o salão de festas pro casamento amanhã e ainda tem o jantar de hoje à noite. O jantar de hoje à noite será a minha última refeição aqui. Subo pro quarto e deito na cama. Não sei ao certo o que é, mas existe algo dentro de mim que clama para que eu não me afaste dele. Claro que eu não serei fraca, não mais.
Lyam irá casar e ser feliz, mas só depois da minha vingança. Não pretendo atrapalhar o casamento dele, mas a parte que ele será feliz agora eu não permitirei, não por enquanto. Acho que já é quase hora do almoço. Eu estou sem fome. Deito e acabo adormecendo.
Sonho on:
Eu estava correndo por entre uns arbustos densos e enormes. Eu tentava me esgueirar de alguns galhos grandes que estavam cortando minha pele. De repente eu me encontro de frente a um grande precipício que não dava pra ver o fim. Logo ouço uma voz ecoando no ambiente.
_Kalenna..._A voz fez meu corpo estremecer. Era a minha mãe._Kalenna...
_Mãe?_Pergunto ainda insegura.
_Kalenna, minha filha. O que está acontecendo com você?_Sua voz tinha tristeza.
_Não sei o que a senhora está querendo dizer._Falo olhando para o abismo.
_Eu estou vendo o quão vingativa você está sendo, Kalenna. Não foi isso que Joseph ensinou a você, minha filha. Você está perdendo suas razões.
_Eu? Só por que eu quero vingar-me daqueles que me fizeram mal? Você não acha justo eles pagarem?_Digo um pouco exaltada.
_Claro que acho justo eles pagarem, mas não pelas suas mãos. Kalenna, você é uma menina. Você tem muito que aprender ainda. O destino nos prepara coisas inimagináveis e muitas delas são ruins. Mas não podemos sair nos vingando dessa forma. O próprio destino tem o dever de cobrar e não você._A voz dela parecia suave._Filha, você está se tornando irreconhecível por causa do seu desejo de vingança. Não use o poder que obterás para cumprir esse seu plano ardiloso. Me ouça filha, desista disso.
_Eu tenho o direito, mãe._As lágrimas já desciam pelo meu rosto._Você acha que é fácil deitar a cabeça no travesseiro e só pensar no quão fui machucada? Você acha que eu merecia tudo aquilo que passei?
_Kalenna...
_Não, mãe! Eu não desistirei. Não por enquanto.
De repente uma forte brisa soprou vinda do abismo. Chegou até me dar um frio terrível.
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