— Dona Helena, para mim nada vale mais do que o Valentino, nem mesmo a minha própria vida.
Ao ouvir aquelas palavras sinceras, Helena Monteiro sentiu-se emocionada.
Foi essa a cena que Valentino viu ao entrar.
As duas interagiam de forma extremamente harmoniosa.
— Mãe, por que você veio?
— A Heloísa machucou a mão para te salvar. Você deve tratá-la bem, ou eu não vou perdoá-lo.
Helena Monteiro fez de propósito uma cara severa e apontou para Valentino enquanto falava.
Heloísa lançou um olhar tímido para Valentino e logo se manifestou para defendê-lo: — Dona Helena, o Valentino me trata muito bem.
— Hahaha. — Helena Monteiro riu. — É obrigação dele te tratar bem.
— Mãe, você não dizia antes que não gostava da Heloísa?
Valentino desmascarou Helena Monteiro, sentou-se no sofá, apoiou o queixo com uma mão e esperou com um olhar apático que ela explicasse.
Helena Monteiro não parava de piscar para Valentino, mas ele simplesmente fingia não ver.
Ela ficou um pouco envergonhada ao ter o filho revelando que falava mal dos outros pelas costas.
Riu sem jeito e olhou para Heloísa, que estava deitada na cama do hospital, para se explicar: — Heloísa, antes eu não te conhecia direito, mas depois desse tempo de convivência, passei a gostar muito de você.
— Dona Helena, não precisa explicar, eu entendo. — Heloísa sorriu de forma obediente, parecendo uma lótus branca pura.
Helena Monteiro soltou um suspiro de alívio escondido, caminhou até o lado de Valentino e deu um soco leve em seu ombro.
— Bom, eu ainda tenho um compromisso, então não vou atrapalhar vocês dois.
Heloísa quis se levantar, mas foi impedida por Helena Monteiro. — Descanse e cuide da ferida, não se mova. Se precisar de algo, peça para o Valentino fazer.
— Certo, obrigada, Dona Helena.
Helena Monteiro saiu do quarto do hospital.
— Valentino, encontrou o meu Pingente da Sorte? — Heloísa perguntou, impaciente.

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