“Bati nele até ele me chamar de avô, ainda mordi a orelha dele.” O pequeno relatou, com certo orgulho.
Péricles sorriu satisfeito, curvando levemente os lábios. “Então não saiu perdendo, muito bem.”
“Ei, de onde você veio agora? Por que tantos pais assim?” A mulher zombou, rindo alto. “Olhem todos, uma criança, dois pais, qual é o verdadeiro, qual é o falso? Ou será que os dois são verdadeiros? Ou ambos são falsos?”
A risada da mulher ecoou até o alto.
O escárnio distorceu seu rosto.
Péricles levantou a mão e deu-lhe um tapa no rosto. “Agora ficou mais lúcida?”
A mulher ficou atônita com o tapa.
Ela tinha levado um tapa?
“Por que você bateu em mim?” O riso cessou imediatamente, e ela protestou inconformada. “Vocês, homens e mulheres, claramente têm relações estranhas. Eu falei alguma mentira? Onde foi que eu errei? Aquele homem disse que era o pai do Fausto, você também é o pai, será que vocês dois dividem a mesma mulher?”
“Pá.”
Outro tapa, que a fez girar no próprio eixo.
“Parece que ainda não ficou sóbria, só fala besteira.” O homem, com frieza, entregou a mulher insistente para Caio. “Leve-a para a delegacia, diga que ela tentou extorquir dinheiro, deixe-a aprender uma lição.”
“Sim, Sr. Rodrigues.”
O barulho finalmente cessou.
Péricles saiu carregando Fausto nos braços.
Estefânia hesitou por um instante antes de correr atrás deles.
“Péricles, devolva meu filho.”
Ele lançou-lhe um olhar indiferente. “É assim que você cuida do seu filho? Além de fazê-lo passar por humilhações, você sabe fazer mais o quê? E ainda arrumou dois pais para ele, Estefânia, parabéns pela sua proeza.”
“Você, eu...”
Leonel também os seguiu.

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