Enquanto isso, Otoniel estava coberto de sangue, mas ela nem sequer olhou para ele.
— Graciele! — Otoniel chamou, incrédulo.
No entanto, Graciele agiu como se não tivesse ouvido, continuando a bajular Henrique.
— Henrique, você se machucou em mais algum lugar? Eu te levo ao hospital para um check-up.
Por[em, Henrique não demonstrou gratidão e a afastou com impaciência.
— Resolva seus problemas antigos. Não tenho tempo para limpar sua bagunça.
Dito isso, Henrique abriu caminho entre a multidão e saiu com uma expressão fria.
— Henrique, Henrique! — Graciele tentou segui-lo, mas Otoniel a segurou pelo braço.
— Graciele, eu também estou ferido, estou sangrando, você não está vendo?
— Foi você quem começou a briga, é bem feito que esteja machucado. — Disse Graciele, irritada.
— Eu não fiz isso por você? Você é minha namorada e está saindo com outro homem, indo para um hotel com ele. Você acha que está sendo justa comigo? — Questionou Otoniel, com os olhos vermelhos.
— Vamos terminar. De agora em diante, não sou mais sua namorada, não me procure mais. — Respondeu Graciele, impaciente.
— Por quê? — Perguntou Otoniel, incrédulo. — Foram os seus pais que te forçaram a terminar comigo de novo?
— Ninguém me forçou, fui eu que decidi terminar com você. Otoniel, por acaso você se olha no espelho? Veja o seu estado patético, como você poderia ser digno de mim! Acorde, Otoniel, você acha que ainda é o grande chefe que é lisonjeado e admirado por outros?
Graciele zombou dele sem piedade.
Ela fingiu ser uma boa esposa por tanto tempo, pensando que Otoniel poderia se reerguer como antes. Mas aquele inútil só encontrava portas fechadas, não conseguia mais comprar joias e bolsas, e ainda tinha a audácia de brigar com ela, culpando-a por não ser tão virtuosa quanto Ivana.

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