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A Morte Também É Renascimento romance Capítulo 179

Mônica percebeu que, qualquer que fosse sua escolha, o resultado seria um beco sem saída. Por isso, tentou o suicídio novamente.

Os punhos de Ivânia, ao lado do corpo, se cerraram com mais força. Ela desejava poder matar Sérgio com um único soco.

Dentro do quarto VIP, os choros e gritos finalmente cessaram. Só então Ivânia e Vanessa entraram.

Mônica estava deitada na cama, o rosto pálido, as bochechas encovadas. Ela havia desmaiado.

Pedro sentava-se ao lado da cama, exausto, com a cabeça entre as mãos, parecendo também à beira de um colapso.

— Eu vi os vídeos. Mônica sofreu demais ao longo dos anos. Mas por que o Sr. Torres ainda não a deixa em paz? A vida de pessoas comuns como nós não tem valor?

Pedro cobriu o rosto com as mãos, os ombros tremendo enquanto as lágrimas escorriam por entre os dedos.

— A família Torres, dezoito gerações atrás, era de camponeses pobres. Sérgio não é mais nobre que ninguém. Além disso, ninguém tem o direito de se colocar acima dos outros, de pisotear a vida e a dignidade alheia.

Após dizer isso, Ivânia olhou firmemente para Pedro.

— Se Mônica não tem medo de morrer, por que não se atreve a lutar por uma chance de viver? Santa Cruz do Sertão não é um lugar onde Sérgio pode fazer o que quer. Eu acredito que a lei lhes fará justiça.

Ao ouvir isso, Pedro olhou para ela, atônito, sem reagir por um bom tempo.

Ivânia não disse mais nada. Vendo que Mônica não dava sinais de acordar, ela e Vanessa saíram.

As duas saíram do quarto e caminharam em direção ao elevador, conversando.

— Você acha que eles vão chamar a polícia? — perguntou Vanessa.

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