— Ora, eu sou uma mulher indefesa, por acaso vou devorá-lo? Já que vocês estão tão preocupados, então eu vou embora.
Ivânia disse isso e se virou para sair.
Carlos, dominado pelo desejo, naturalmente não a deixaria ir.
Ele a segurou e gritou para o motorista e os guarda-costas:
— Parem de usar meu irmão para me pressionar! Sumam daqui, não atrapalhem meus assuntos!
O motorista e os guarda-costas não ousaram desobedecer a Carlos e saíram a contragosto.
Depois que eles se foram, Ivânia foi direto para o lado do motorista, abriu a porta e sentou-se.
— Você vai dirigir? — Carlos perguntou, confuso. — Trouxe sua carteira de motorista?
— E se eu não trouxe? Você não é da família Damasceno? Não consegue resolver uma coisinha dessas? — Ivânia disse, erguendo uma sobrancelha.
Carlos não discutiu e entrou no banco do passageiro. Antes que ele pudesse se ajeitar, Ivânia pisou fundo no acelerador, e o carro disparou.
Ivânia dirigia rápido, mas a estrada estava vazia e silenciosa à noite, então não havia muito perigo.
No entanto, a sensação de velocidade deixou Carlos excitado. Ele parecia gostar de adrenalina e, mais ainda, de mulheres ousadas como Ivânia.
Ivânia continuou em alta velocidade até entrar em um hospital particular pertencente ao Grupo Damasceno.
O Grupo Damasceno começou no setor da saúde e possuía dezenas de hospitais particulares, não apenas em Santa Cruz do Sertão, mas em todo o país.
Já que a família Damasceno estava em conluio com Sérgio e Reinaldo, seus hospitais certamente não eram limpos. Para Ivânia, investigar a família Damasceno começando pelo hospital era o caminho mais rápido.
— Por que você veio para o hospital? — Carlos perguntou, sem entender.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Morte Também É Renascimento