Ivânia não esperava que Eduardo a trouxesse aqui.
Fazia muitos anos que não vinha, mas cada planta, cada árvore, ainda era incrivelmente familiar.
Durante os anos em que ela e Jefferson foram amigos de infância, ele a trazia aqui com frequência para passar as férias.
Ele uma vez a segurou em seus braços, ensinando-a a jogar golfe, e eles montaram no mesmo cavalo, galopando pelo haras.
Ivânia aprendeu a jogar golfe, a montar a cavalo, a nadar... tudo aqui, ensinada pessoalmente por Jefferson.
A primeira vez deles também foi aqui.
Naquela época, ela ainda estava na universidade e veio para a fazenda com Jefferson durante as férias de verão.
Ela estava de olhos fechados, relaxando confortavelmente na piscina de águas termais ao ar livre, quando abriu os olhos e viu uma cobra amarelada pendurada em um galho de árvore perto da piscina.
Ivânia não temia quase nada, mas tinha pavor de cobras. Ela ficou pálida de medo e soltou um grito incontrolável.
Jefferson, que estava trocando de roupa em um quarto ao lado, ouviu o som e correu imediatamente.
O grito de Ivânia deve ter sido tão alto que, quando Jefferson chegou, a cobra já havia fugido assustada.
Na piscina, restava apenas Ivânia, como uma flor de lótus caída na água, pura, delicada e radiante.
— Onde está a cobra? — perguntou Jefferson, com um olhar profundo e as sobrancelhas arqueadas.
— Estava na árvore agora há pouco, não sei para onde foi. — disse Ivânia, ainda abalada.
— Você se machucou? — ele perguntou novamente.
— Não. — Ivânia balançou a cabeça.
Mas Jefferson não pareceu acreditar. Ele pulou na piscina, insistindo em examiná-la.
Sua forma de examinar foi colocar um braço ao redor de sua cintura, enquanto a outra mão erguia seu queixo, e ele sorriu de lado.
— Em que estava pensando, tão distraída? — Eduardo se aproximou, ajudando Ivânia a soltar o cinto de segurança, e perguntou casualmente.
— Em nada. — disse Ivânia, abrindo a porta do carro.
Ela parou na entrada da fazenda, olhando para as montanhas que a cercavam, com uma estranha sensação de que uma vida inteira havia se passado.
— Esta fazenda é propriedade privada da família Ortega, não é aberta ao público. Convidei alguns amigos para virem aqui e queria que você os conhecesse. — disse Eduardo com um sorriso caloroso, guiando Ivânia para dentro da fazenda.
Eduardo apresentou Ivânia a investidores conhecidos do meio, produtores e dois grandes diretores.
A lista de convidados era realmente impressionante.
Eduardo claramente pretendia usar sua rede de contatos para ajudar Ivânia a ascender.
Eduardo era realmente um ótimo pretendente. Ele não era insistente demais, mas pensava no que Ivânia precisava e fazia o possível para lhe dar.
Se fosse outra mulher, Eduardo provavelmente já a teria conquistado.

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