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A Noiva Rejeitada do Alfa romance Capítulo 2

— Eu prometo! — falei firme vendo Alina se virar para mim espantada. Com toda certeza surpresa com a rapidez que as palavras saíram da minha boca.

— Vocês se casam e tudo é seu, faça o contrato! Mas não é qualquer casamento, eu quero que seja feita a cerimônia do seu povo!

O velho Duncan era esperto, ele sabia que a cerimônia não podia ser quebrada nem anulada como o casamento entre os humanos, a cerimônia matrimonial nos uniria para o resto da vida.

Mas eu não ia perder a chance de colocar as mãos naquelas terras!

— Faremos a cerimônia daqui dois dias, na lua cheia. — avisei antes de sair de lá, deixando Alina com o pai.

Ainda podia sentir a eletricidade em minha mãos quando a toquei. Aquilo não deveria ter acontecido, era algo que não existia entre um humano e um lobo, mas ainda sim meu corpo respondeu aquela garota como se ela fosse destinada a mim.

Sacudi a cabeça para afastar o pensamento e enviei uma mensagem para Leon, ordenando que ele redigisse um novo contrato rápido, não ia dar tempo para que Duncan mudasse de ideia, ou que sua filha o convencesse a desistir e perdêssemos as terras.

Bastou o pensamento passar por minha mente para que o cheiro dela voltasse a invadir meus sentidos, o perfume de jasmim misturado ao seu calor ficou marcado em mim como ferro.

Alina Lancaster, a garota que eu vi crescer, tímida e quieta, escondida naquela fazenda, vivendo apenas para trabalhar e cuidar do pai. Era assim que todos a conheciam.

Eu só nunca pensei que um dia me casaria com ela, uma humana… aquilo não estava certo, ninguém na alcatéia concordaria com isso.

— Você está falando sério? — A voz de Leon me alcançou no instante que parei meu carro na frente da sede onde fazíamos as reuniões da alcateia. — Vai se casar com a garota?

Ele era meu melhor amigo de infância e nosso advogado, tinha passado anos criando formas de conseguirmos as terras que faziam fronteira com o território da nossa alcateia, tentando negociar com o senhor Duncan sem nenhum sucesso.

Passei direto por ele sem responder, entrei indo para minha sala sabendo que tudo precisava ser resolvido com pressa.

Eu não sabia de onde tinha vindo aquela raiva ou o calor que pulsava dentro de mim querendo me fazer pular no pescoço dele por vê-lo fantasiando com Alina daquele jeito. Mas foi assim que me senti, disposto a arrancar o coração do meu amigo.

Leon ergueu as mãos em rendição, mas o sorriso continuou preso em seu rosto, como se estivesse aproveitando cada segundo.

— O cheiro dela está em você. — ele murmurou me deixando novamente consciente do perfume dela impregnado em mim. — Como isso aconteceu? O velho Duncan te fez agarrar a filha ou foi você que decidiu consumir o casamento antes?

— Seu babaca! — me levantei virando para a janela, me lembrando da sensação de ter minhas mãos em volta dela, o calor, a eletricidade, o perfume me deixando tonto antes mesmo que os olhos verdes se encontrassem com os meus. — Isso não aconteceu e nem vai acontecer, não vou consumar o casamento com ela.

As palavras pularam da minha boca colocando um fim naqueles pensamentos e em qualquer ideia absurda que poderia vir daí. Eu não ia ter uma humana em minha cama, isso jamais iria acontecer!

— Como não vai consumar o casamento? — Leon questionou. — Pretende se separar depois que o pai dela falecer? Ou vai passar o resto da vida em celibato?

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