Caleb
Lá estava eu, em pé na porta do banheiro, completamente indignado.
Respirei fundo, cruzando os braços e olhando para o teto como se procurasse paciência nos céus.
— Eu nem me casei ainda e já estou aqui, no meio da madrugada, esperando minha noiva sair do banheiro… — resmunguei, balançando a cabeça.
A tempestade ainda rugia lá fora, trovões ecoando pelo apartamento, mas nada se comparava ao que eu estava sentindo naquele momento.
— E qual a necessidade de me chutar? — continuei, olhando para a porta fechada. — Eu caí da cama! Isso doeu pra caramba.
Ouvi uma risada abafada vinda do banheiro e revirei os olhos.
Minutos depois, a porta se abriu e Pamela saiu com a cara mais inocente do mundo.
Cruzei os braços e a encarei.
— Pronto?
— Sim — respondeu ela com um sorriso tímido.
Mas eu não ia deixar barato.
— Tem certeza? — perguntei, estreitando os olhos.
Ela riu e acenou com a cabeça.
— Sim, Caleb. Podemos voltar para a cama.
— Ótimo — murmurei, virando-me para o quarto. — Porque eu não vou levantar de novo para você fazer xixi.
— Tudo bem — respondeu ela, ainda com aquele tom divertido na voz.
Seguimos para o quarto, e eu me joguei na cama, exausto. Pamela fez o mesmo, ajeitando-se ao meu lado.
— E é melhor não me chutar de novo — avisei, apontando um dedo para ela.
— Foi sem querer.
— Com aquela força?
Ela riu, encolhendo os ombros.
— Eu chutei, mas não queria te derrubar.
Arqueei uma sobrancelha.
— Ah, claro. Então seu plano era só me machucar um pouquinho?
Ela cobriu o rosto com as mãos, rindo.
Eu só suspirei, fechando os olhos e me ajeitando melhor no colchão.
Essa mulher ainda ia me enlouquecer.
A tempestade rugia lá fora, os trovões ecoando pelo céu escuro, mas eu tentava ignorar. Tudo o que eu queria era dormir.
Já não era fácil manter o controle perto dela.
Eu tinha trancado a porra da porta justamente para evitar sair do quarto atrás dela, mas o destino parecia determinado a testar minha paciência.

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