Pamela
Quando o carro parou em frente ao hotel, eu pisquei algumas vezes, tentando me situar. A viagem de avião tinha sido tranquila, e eu quase cochilei algumas vezes, mas o nervosismo não me deixou dormir completamente.
Ao longo do voo, Caleb e eu quase não conversamos. Ele parecia focado no celular ou perdido em pensamentos, e eu também não fiz questão de puxar assunto. Talvez fosse melhor assim. Quanto menos interagíssemos, menos confusão emocional eu teria.
Mas agora, aqui na ilha, vendo a grandiosidade do lugar, era impossível não sentir um frio na barriga.
O hotel era gigantesco, com uma arquitetura moderna e sofisticada, mas ao mesmo tempo acolhedora. O caminho até a entrada principal era cercado por palmeiras altas e um jardim impecável, cheio de flores coloridas. O vento quente carregava um cheiro de mar misturado com alguma fragrância floral que eu não conseguia identificar, mas que deixava o ar ainda mais agradável.
Assim que entramos no lobby, meus olhos se arregalaram. O chão era de mármore branco brilhante, refletindo a luz de um lustre enorme que pendia do teto. O teto, aliás, era altíssimo, com janelas de vidro enormes que deixavam ver o mar azul lá fora.
O lugar era absurdamente luxuoso, do tipo que eu só tinha visto em filmes ou em revistas.
No centro do lobby, havia um bar sofisticado, com poltronas confortáveis e um balcão iluminado com uma luz dourada suave. Algumas pessoas bebiam drinques coloridos e pareciam completamente relaxadas, como se o mundo lá fora não existisse.
Perto da recepção, um aquário gigante exibia peixes exóticos nadando tranquilamente. Era tudo tão bonito que eu nem sabia para onde olhar primeiro.
— Impressionada? — A voz de Caleb me trouxe de volta à realidade.
Virei para ele e ergui uma sobrancelha.
— Talvez um pouco.
Ele sorriu de lado, mas não disse nada, apenas seguiu em direção à recepção.
Uma funcionária uniformizada, com um sorriso impecável, nos recebeu.
— Bem-vindos ao nosso resort! O senhor Belmont já tem uma suíte reservada. Vou precisar de um documento da senhora para o check-in.
Pisquei, um pouco surpresa por ouvir meu novo sobrenome, mas entreguei meu passaporte sem questionar. Enquanto ela digitava nossos dados no sistema, aproveitei para olhar ao redor mais uma vez.
Havia um corredor largo à direita, que levava a uma área externa onde dava para ver uma piscina imensa com borda infinita, que parecia se fundir ao mar.
Eu mal podia acreditar que passaria os próximos dias nesse lugar.
A funcionária nos entregou os cartões magnéticos do quarto.
— Vocês ficarão na suíte presidencial, com vista para o mar.
Meu estômago revirou. Eu já esperava que Caleb tivesse escolhido algo luxuoso, mas ouvir isso em voz alta me fez perceber ainda mais a grandiosidade da situação.
— Espero que aproveitem a estadia.

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