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A noiva substituta do Ceo romance Capítulo 32

Pamela

Meu coração disparou.

Os olhos de Caleb brilhavam com provocação, e eu sabia que ele estava se divertindo com a situação. Mas eu não.

Minha mente gritava para eu inventar qualquer coisa, qualquer desculpa para sair dali antes que meu chefe – e agora marido – me expusesse na frente do senhor Martins.

Engoli em seco e forcei um sorriso.

— A esposa do Caleb? — Repeti, tentando ganhar tempo.

O olhar de Caleb ficou ainda mais intenso. Ele estava esperando minha resposta, esperando para ver como eu sairia daquela situação.

Então, respirei fundo e disse:

— A esposa dele é uma mulher muito bonita.

E, antes que alguém pudesse questionar, me virei e saí da sala o mais rápido que minhas pernas permitiam.

Minha cabeça estava uma bagunça.

Como as pessoas reagiriam se soubessem que eu era a esposa do Caleb? Será que me julgariam? Me chamariam de interesseira? De alguém que usou o casamento para subir na empresa?

Minha mão tremia quando apertei o botão do elevador. Eu precisava de um café.

O refeitório estava movimentado quando cheguei. Peguei meu café e procurei um lugar para me sentar. Foi então que ouvi vozes conhecidas.

Mônica e Raquel, duas secretárias da empresa, estavam conversando animadamente.

— Oi, meninas — cumprimentei, tentando soar normal enquanto me sentava com elas.

— Pamela! — Mônica sorriu. — Estávamos falando sobre o casamento do chefe. Você sabe quem é a esposa do senhor Belmont?

Meu coração deu um salto no peito.

— O quê?

Meus olhos se arregalaram, e eu quase derrubei meu café.

— Claro que ela sabe! — Raquel riu. — Ela é a assistente dele. Se alguém souber quem é essa mulher, é a Pamela.

Engoli em seco e forcei um sorriso.

— Ah, sim…

— Mas espera — Mônica franziu a testa. — Você não tirou férias, Pamela?

— Tirei, sim — respondi rápido demais.

— Então como você não viu a esposa do Caleb ainda?

Senti um nó na garganta.

Elas estavam começando a desconfiar.

Raquel balançou a cabeça.

— Ah, mas eu soube que a esposa do patrão é uma mulher rica.

Meu estômago revirou.

Mônica completou:

— E eu ouvi dizer que ela é daquelas mulheres superficiais e esnobes.

Meu sangue gelou.

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