Caleb
Meu mundo estava desmoronando, mas eu ainda não sabia exatamente como lidar com isso.
Carol estava mentindo? Ou eu realmente tinha um filho e fui privado dessa verdade por cinco anos?
Eu sentia meu corpo quente, meu coração martelando dentro do peito como se estivesse tentando me alertar de alguma coisa.
Minha mente gritava. Meu peito doía.
E então, com um olhar duro e uma respiração carregada, eu fiz o que precisava ser feito.
— Vá embora, Carol.
Ela hesitou.
— Caleb…
— Eu disse para ir embora.
Dessa vez, minha voz saiu mais baixa, mais carregada, e eu vi seu corpo se retesar.
Ela apertou os lábios, pegou a bolsa e, antes de sair, lançou-me um último olhar.
— A gente ainda vai falar sobre isso.
Eu não respondi.
Não confiei na minha voz.
A porta se fechou.
E então, o peso da revelação caiu sobre mim com força total.
Comecei a andar de um lado para o outro, incapaz de ficar parado.
Minhas mãos passavam pelos cabelos, minha mente rodava em círculos.
Eu sentia um nó se formando no meu estômago, uma dor surda crescendo no meu peito.
— Caleb… — Pamela chamou meu nome, sua voz baixa e preocupada.
Mas eu não conseguia responder.
Como eu deveria me sentir agora?
Como eu poderia simplesmente… absorver isso?
Cinco anos.
Cinco anos e eu não sabia.
Cinco anos e uma criança que pode ser minha estava crescendo sem mim.
Se for verdade…
Meu Deus.
Eu parei de andar, sentindo um aperto na garganta que se recusava a aliviar.
Pamela se aproximou devagar, como se estivesse pisando em vidro quebrado.
— Você está bem?
Eu soltei uma risada curta e amarga.
— Eu não sei — admiti. — E muito menos sei se um dia vou ficar.
Ela franziu os lábios, mas não disse nada.
Eu balancei a cabeça, tentando controlar minha respiração.
— Se… se essa criança for minha… — minha voz falhou. — Eu perdi cinco anos da vida dela. Cinco anos.
Minha visão ficou turva antes mesmo de perceber que estava chorando.
— Caleb…
Pamela se aproximou e me puxou para um abraço.

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