Bruno Valente ficou com os olhos vermelhos de raiva, abaixou o vidro da janela do caminhão, pronto para xingar!
Mas a garota foi mais rápida:
— Que cheiro é esse em você?
Ao ouvir isso, os olhos de Bruno vacilaram levemente:
— Que história de cheiro? Você não sabe andar de moto, garota?! Tá bloqueando o meu caminho, não percebeu?!
Aquela discussão chamou a atenção de quem passava.
Ainda mais estando tão perto do bloqueio policial, com os carros de trás na fila, buzinando para prosseguir.
Um motorista abaixou o vidro do próprio carro e tentou aconselhar Elísio:
— Rapaz, tira a sua namorada daqui logo. Convence ela a não ficar bloqueando a estrada e procurando confusão. Sorte que aqui tem esse bloqueio temporário, porque se fosse em dia normal seria extremamente perigoso.
Elísio desviou o olhar para o homem, tirou o capacete e falou friamente:
— Ela não está procurando confusão. Ela está salvando vocês.
Com o olhar gélido fixo no motorista, concluiu:
— Você deveria agradecê-la.
O motorista balançou a cabeça, completamente confuso:
— O rapaz é tão bonito, mas parece que tem problemas na cabeça.
No banco de trás do carro do homem, havia um menino.
— Papai, do que você está falando? Quando a gente vai chegar na praia?
— Logo, logo, meu bem. Assim que passarmos daqui, Juninho, seja bonzinho. — Era a mãe do menino, confortando-o.
A família dentro do carro parecia muito feliz e harmoniosa.
Mas Cristina, ao virar o rosto, teve a visão do pequeno menino jogado ensanguentado ao lado de um carro em chamas, com a perna presa nas ferragens e a cabeça rasgada.
Imediatamente, Cristina percebeu: aquilo era o que aconteceria a seguir.
Mas o que toda aquela tragédia tinha a ver com esse motorista de caminhão?

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