Ponto de vista de Hayley:
"Preciso que você use suas habilidades de hacker para rastrear alguém pra mim!" Henry implorou, com os olhos cheios de expectativa.
Cruzei os braços e o encarei com calma, esperando que ele explicasse melhor.
"Claudio!" revelou, enfim. "Você sabe que estou tentando entrar na Organização SI."
Ele soltou um suspiro longo antes de continuar:
"Acabei de receber o teste de qualificação, e uma das tarefas é descobrir o paradeiro de Claudio!"
Fiquei um pouco perplexa.
Claudio era um membro da própria SI — sua localização era confidencial. Se qualquer novato conseguisse localizá-lo, não seria humilhante para a organização?
"Tem outra tarefa no teste?" perguntei, querendo entender mais.
Henry piscou, confuso.
"Outra tarefa? Como assim?"
Suspirei, pressionando os lábios. Esse cara nem sabia que o exame da SI sempre oferece duas opções de desafio, e o candidato pode escolher uma?
Balancei a cabeça, tentando manter a paciência.
"Esquece. Quem te passou esse 'teste de admissão'?"
Com ar orgulhoso, ele respondeu:
"Um tal de Rogers, do círculo interno. Foi tudo por indicação — uma oportunidade super exclusiva! Paguei até uma taxa de inscrição de 200 mil!"
Fiquei olhando para ele, atônita.
Isso é ser enganado com estilo — e ainda sorrindo de orelha a orelha.
Pagou uma fortuna para servir de mão de obra gratuita. Não pensou nem por um segundo se era legítimo?
Henry era da família Southwell — a elite da Matilha da Meia-Noite. Como conseguia ser tão ingênuo, ao contrário de Benjamin?
"Você ainda tem contato com quem pegou seu dinheiro?" perguntei, já sem paciência.
"Claro!" respondeu ele, como se fosse a coisa mais normal do mundo. "Me passou um número privado."
Cruzei os braços, reprimindo o impulso de revirar os olhos.
"Então liga pra ele."
"Agora? Mas eu ainda não encontrei Claudio," disse, confuso.
"Eu já encontrei," falei, impaciente.
Seus olhos se arregalaram.
"Sério?! Hayley, você é demais! Vou ligar agora mesmo!"
"Nada..." respondeu Steven, contendo o riso, mas me lançando um olhar cheio de sarcasmo.
Sua expressão dizia tudo: *Seu amigo é um completo tolo.*
Eu já estava no meu limite e resolvi dar um choque de realidade em Henry:
"Você realmente acredita que alguém da Organização SI marcaria um encontro casual no Riverview Lounge?"
"E o que tem o Riverview Lounge?" Henry ainda não tinha entendido.
"Muitos negócios importantes acontecem lá! É conhecido pela discrição! Quando meu avô era vivo, ele fazia reuniões ali! Como Alfa da Meia-Noite, nada menos!"
Desta vez, Steven não aguentou. Riu alto, sem contenção.
Ainda rindo, caminhou até mim, deu um tapinha no meu ombro e disse:
"Seu amigo... digamos que ele é adoravelmente ingênuo."
Com isso, saiu da sala com seu guarda-costas sempre impassível atrás dele.
Henry franziu o cenho, visivelmente ofendido.
"O que ele quis dizer com isso?"
Seus olhos carmesim de lobo escureceram, estreitando-se com um brilho ameaçador enquanto acompanhavam Steven se afastando.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Promessa da Alfa Feminina
Porque os capítulos do 220 em diante estão bloqueados?...
Olha o livro é bom, mas está se tornando chato, ela não fala verdade pra ele, que amor é esse? Esconde as coisas mais importantes da vida dela, acho que se o Benjamim largar dela, merece, porque amor de verdade, é baseado em confiança e sem segredos. Ele é alfa tbm, sabe se defender, então acho que nessa parte a autora está muito errada, pelo menos pra ele o noivo, ela devia ser honesta, se não melhor ela viver sozinha, porque isso que ela sente não é amor, porque ela não confia nele. Por isso o livro está se tornando chato demais, muitas mentiras em um relacionamento...
Cadê o restante dos capítulos??...