Ponto de vista de Hayley:
A voz fria de Benjamin cortou o silêncio como uma lâmina. "Você a segurou por tempo demais."
Henry, assustado, soltou meu braço imediatamente.
Senti certa impotência diante da possessividade de Benjamin, mas Hera, ao contrário, estava completamente encantada. Ela mal podia esperar para que eu corresse para os braços dele — o que, felizmente, consegui evitar.
Abri a caixa transparente com os ingressos e tirei um, entregando a Henry. "Aqui, fique com este."
Ele segurou o bilhete como se tivesse acabado de ganhar um prêmio valioso. Com um sorriso de triunfo, mostrou-o a Benjamin. "Viu só, Ben? Posso ir mesmo sem você!"
Benjamin apenas balançou a cabeça e me lançou um olhar meio divertido, meio irritado. Em tom provocador, murmurou: "Você não sabe fazer outra coisa além de mimá-lo."
Henry se aproximou mais uma vez, agora para me defender. "E qual é o problema dela mimar? Você não faz isso, então alguém precisa fazer. Não se intrometa!
"Aliás, decidi: a partir de agora, sou oficialmente irmão da Hayley. E estou rompendo laços com você!"
Benjamin respondeu com um olhar de desdém antes de se retirar com arrogância para o quarto.
A noite não demorou a cair.
Entramos rapidamente no carro e seguimos rumo ao mercado negro. Assim que chegamos à entrada, guiados pelas instruções do ingresso, percebemos que estávamos em uma zona periférica completamente isolada — sem sinais de habitação num raio de centenas de quilômetros.
Ao nos aproximarmos da entrada, Hera detectou o cheiro ameaçador de lobos foragidos.
Assim que descemos do carro, nos deparamos com uma rua surpreendentemente movimentada.
O mercado negro tinha a aparência de uma rua antiga, mas a iluminação moderna criava um contraste interessante, como se fosse uma galeria comercial com estilo retrô.
Aos olhos desavisados, parecia um local comum e até animado. Mas todos ali sabiam que aquele era um terreno onde qualquer tipo de negócio era possível.
Parei, ergui as sobrancelhas de forma provocativa e respondi: "Cuidado, hein. Isso aí pode te render uma bela acusação de propaganda enganosa."
"Isso mesmo!" Henry se adiantou, posicionando-se à minha frente. Disse com firmeza ao comerciante: "Hayleyz conquistou tudo com talento! Você acha mesmo que ela precisa de serviços como os seus?"
Ele lançou ao dono da barraca um olhar cheio de desprezo e murmurou para mim: "Hayleyz está bem na frente dele e ele nem percebe. Ainda tem a cara de pau de usar seu nome para nos passar a perna.
"Esse mercado negro não é só um ponto de encontro para negócios suspeitos — esses vendedores são todos uns pilantras!"
Ao perceber que estávamos em grupo e notar a aura dominante e ameaçadora de Benjamin como um Alfa, o sujeito rapidamente bateu em retirada, voltando para a sua barraca sem olhar para trás.
Dei um sorriso e continuei caminhando.
"Hayz," Benjamin me chamou repentinamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Promessa da Alfa Feminina
Porque os capítulos do 220 em diante estão bloqueados?...
Olha o livro é bom, mas está se tornando chato, ela não fala verdade pra ele, que amor é esse? Esconde as coisas mais importantes da vida dela, acho que se o Benjamim largar dela, merece, porque amor de verdade, é baseado em confiança e sem segredos. Ele é alfa tbm, sabe se defender, então acho que nessa parte a autora está muito errada, pelo menos pra ele o noivo, ela devia ser honesta, se não melhor ela viver sozinha, porque isso que ela sente não é amor, porque ela não confia nele. Por isso o livro está se tornando chato demais, muitas mentiras em um relacionamento...
Cadê o restante dos capítulos??...