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A Promessa da Alfa Feminina romance Capítulo 715

Ponto de vista de de Hayley:

— Todos, afastem-se! — gritou Silas, com firmeza.

— Recuem! Este é um assunto entre a Sra. Carson e eu. Ela já demonstrou clemência, do contrário, eu já estaria morto!

Mesmo tossindo sangue, Silas manteve-se diante de mim com um olhar respeitoso e grato.

— Agradeço por poupar minha vida, Sra. Carson.

— Você é esperto. — Respondi friamente, sem sequer levantar o olhar. — Xavier foi sensato em confiar o mercado negro a você.

— A senhora é muito generosa com suas palavras. — Ele abaixou a cabeça, humilde, sem ousar protestar.

Com um aceno breve, me virei e fui até as arquibancadas, estendendo a mão para ajudar Benjamin a se levantar.

— Como está se sentindo?

— Só um pouco fraco, nada demais — respondeu ele, tentando minimizar.

— Não se preocupe, Sra. Carson — interveio Silas. — A substância só causa uma fraqueza temporária e não deixa sequelas. Seu noivo, sendo um lobisomem de alto nível, vai se recuperar logo.

— Fraqueza alguma é aceitável! Ele é a pessoa mais importante para mim! — retruquei, gelando o ar ao redor com meu tom.

Silas hesitou por um momento, surpreso com minha intensidade, mas logo se recompôs.

— Tem razão. Vou providenciar o antídoto imediatamente!

Pouco depois, alguém apareceu com o frasco, que Silas me entregou com as duas mãos.

Abri o frasco e o ofereci a Benjamin.

— Beba. Comigo aqui, eles não ousariam te dar algo adulterado.

Benjamin apenas sorriu, sem dizer nada, e tomou o antídoto.

Observei cada um de seus movimentos, a ansiedade estampada no meu rosto. Vendo isso, ele tentou aliviar o clima.

— Não me lembro de te ver tão nervosa no palco.

— Aqueles não são tão importantes quanto você — falei sem pensar. Percebendo o que acabara de dizer, mordi o lábio e mudei de assunto rapidamente. — Está se sentindo melhor?

Benjamin riu suavemente.

— O efeito não é imediato. Vamos dar um tempo.

— Claro — murmurei, assentindo.

Apesar de saber que o envenenamento não era fatal, o medo ainda latejava em meu peito. A lembrança da cena em que ele quase caiu me assombrava.

Johnny estava certo — se importar com alguém é uma fraqueza.

Só de imaginar Benjamin em perigo, meu instinto de sobrevivência parecia desaparecer por completo.

— Estarei aí o mais rápido possível. Ele vai ficar bem, não se preocupe — falei tentando manter a calma, antes de desligar.

Mas por dentro, o pânico me consumia.

Benjamin pegou meu telefone, me puxou para um abraço apertado, tentando me acalmar.

— Tyrone, mais rápido — ele ordenou ao motorista, seu tom sério.

Me apoiei em Benjamin, sentindo meu coração disparado. Hera se agitava em mim, inquieta.

Desde que me tornei Alfa da Matilha das Sombras ainda adolescente, enfrentei batalhas duras. Aprendi a lidar com perdas, a manter a frieza. Mas naquele momento, tudo o que vinha à mente era Peter.

Peter, que sempre afastou Freya e me reconheceu como sua irmã.

Peter, que via Benjamin como uma ameaça e tentava, à sua maneira, me proteger.

Lembrei dos jantares, das conversas, dos momentos em que me chamava carinhosamente de "irmã".

Tentei me livrar dessas memórias, sufocá-las. Ser fria significava não sentir dor, certo?

Mas quando chegamos ao hospital e vi Peter deitado, coberto de sangue, o chão pareceu sumir sob meus pés.

Hera, silenciosa até então, agora não conseguia mais sentir o lobo dele.

— Claudio! Onde está Claudio? — gritei, procurando ao redor. Foi então que percebi... ele não havia voltado conosco.

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