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A Promessa da Alfa Feminina romance Capítulo 737

Ponto de Vista da Hayley:

Soltei uma risadinha antes de responder, em francês perfeita e fluida: — Olá, Scarlett. Meu padrinho fala bastante de você. É realmente tão encantadora e cheia de energia quanto uma fadinha.

Scarlett me olhou, surpresa, e sua expressão logo se transformou em frustração. Respondeu com um “obrigada” forçado e retirou a mão rapidamente.

Johnny, por outro lado, caiu na gargalhada. — Hayley, desde quando você fala francês?

— Padrinho, já esqueceu? Um dos maiores clientes da fazenda dos Carsons é francês. Foi você mesmo quem nos apresentou — expliquei.

Não mencionei que, na verdade, tenho um château na França e que costumava passar parte do ano vivendo lá.

— Ah, é verdade! Agora me lembro — disse ele, rindo e balançando a mão. — Estou ficando velho. Minha memória já não é como antes. Mas chega disso. Você deve estar com fome depois da viagem. Vamos comer.

Notei que os pratos à minha frente eram todos meus favoritos, enquanto os do outro lado da mesa pareciam ter sido preparados para agradar a outro paladar.

Sorri de canto. Meu padrinho me mimava tanto quanto à filha biológica.

Sentei e troquei algumas palavras com ele, reparando de relance que Scarlett mantinha um semblante entediado e distante durante toda a conversa.

Finalmente, Johnny encontrou uma maneira de incluí-la. — Olha só, pulando de um lado pro outro feito uma perereca. O que houve, menina? Tá com bicho carpinteiro?

Scarlett revirou os olhos, visivelmente irritada, e virou o rosto, claramente sem vontade de interagir.

— Ai, ai — Johnny suspirou, voltando-se para mim. — Essa garota não tem jeito. Hayley, cuida dela pra mim, vai?

— Por que ela pode mandar em mim? — resmungou Scarlett. — Só porque fala um pouco de francês por lidar com franceses? No fim das contas, ela é só uma ômega. O que poderia me ensinar?

— Hayley não é uma O... — Johnny começou, mas ao perceber meu olhar de alerta, parou imediatamente e mudou de assunto.

Minha identidade como Alfa ainda não era pública, e Johnny, intuitivamente, protegeu meu segredo.

— Tá falando sério? — perguntou, desconfiada.

— E ainda tem um photocard autografado de edição limitada — acrescentei, provocando.

A respiração dela se acelerou. Ela agarrou meu braço e começou a sacudi-lo. — Onde?! Me dá agora!

Mas então parou de repente, me observando com desconfiança. — Espera. Como você sabia que eu gosto da Harmony? Meu pai te contou? Isso foi combinado entre vocês dois?

— Você realmente pensa tão mal do seu pai assim? — respondi com frieza. — Ele não me disse nada. Eu mesma percebi.

— Percebeu? Com base em quê?! A gente quase nem falou uma com a outra.

Olhei para a bolsa dela e respondi com naturalidade: — O chaveiro chibi pendurado na sua bolsa é uma edição limitada da Harmony. E essa própria bolsa? É da coleção especial que ela usou num evento exclusivo.

Scarlett ficou em silêncio, pasma. — O que exatamente você faz?

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