Ponto de Vista da Hayley:
Soltei uma risadinha antes de responder, em francês perfeita e fluida: — Olá, Scarlett. Meu padrinho fala bastante de você. É realmente tão encantadora e cheia de energia quanto uma fadinha.
Scarlett me olhou, surpresa, e sua expressão logo se transformou em frustração. Respondeu com um “obrigada” forçado e retirou a mão rapidamente.
Johnny, por outro lado, caiu na gargalhada. — Hayley, desde quando você fala francês?
— Padrinho, já esqueceu? Um dos maiores clientes da fazenda dos Carsons é francês. Foi você mesmo quem nos apresentou — expliquei.
Não mencionei que, na verdade, tenho um château na França e que costumava passar parte do ano vivendo lá.
— Ah, é verdade! Agora me lembro — disse ele, rindo e balançando a mão. — Estou ficando velho. Minha memória já não é como antes. Mas chega disso. Você deve estar com fome depois da viagem. Vamos comer.
Notei que os pratos à minha frente eram todos meus favoritos, enquanto os do outro lado da mesa pareciam ter sido preparados para agradar a outro paladar.
Sorri de canto. Meu padrinho me mimava tanto quanto à filha biológica.
Sentei e troquei algumas palavras com ele, reparando de relance que Scarlett mantinha um semblante entediado e distante durante toda a conversa.
Finalmente, Johnny encontrou uma maneira de incluí-la. — Olha só, pulando de um lado pro outro feito uma perereca. O que houve, menina? Tá com bicho carpinteiro?
Scarlett revirou os olhos, visivelmente irritada, e virou o rosto, claramente sem vontade de interagir.
— Ai, ai — Johnny suspirou, voltando-se para mim. — Essa garota não tem jeito. Hayley, cuida dela pra mim, vai?
— Por que ela pode mandar em mim? — resmungou Scarlett. — Só porque fala um pouco de francês por lidar com franceses? No fim das contas, ela é só uma ômega. O que poderia me ensinar?
— Hayley não é uma O... — Johnny começou, mas ao perceber meu olhar de alerta, parou imediatamente e mudou de assunto.
Minha identidade como Alfa ainda não era pública, e Johnny, intuitivamente, protegeu meu segredo.
— Tá falando sério? — perguntou, desconfiada.
— E ainda tem um photocard autografado de edição limitada — acrescentei, provocando.
A respiração dela se acelerou. Ela agarrou meu braço e começou a sacudi-lo. — Onde?! Me dá agora!
Mas então parou de repente, me observando com desconfiança. — Espera. Como você sabia que eu gosto da Harmony? Meu pai te contou? Isso foi combinado entre vocês dois?
— Você realmente pensa tão mal do seu pai assim? — respondi com frieza. — Ele não me disse nada. Eu mesma percebi.
— Percebeu? Com base em quê?! A gente quase nem falou uma com a outra.
Olhei para a bolsa dela e respondi com naturalidade: — O chaveiro chibi pendurado na sua bolsa é uma edição limitada da Harmony. E essa própria bolsa? É da coleção especial que ela usou num evento exclusivo.
Scarlett ficou em silêncio, pasma. — O que exatamente você faz?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Promessa da Alfa Feminina
Porque os capítulos do 220 em diante estão bloqueados?...
Olha o livro é bom, mas está se tornando chato, ela não fala verdade pra ele, que amor é esse? Esconde as coisas mais importantes da vida dela, acho que se o Benjamim largar dela, merece, porque amor de verdade, é baseado em confiança e sem segredos. Ele é alfa tbm, sabe se defender, então acho que nessa parte a autora está muito errada, pelo menos pra ele o noivo, ela devia ser honesta, se não melhor ela viver sozinha, porque isso que ela sente não é amor, porque ela não confia nele. Por isso o livro está se tornando chato demais, muitas mentiras em um relacionamento...
Cadê o restante dos capítulos??...