Ponto de Vista da Hayley:
Truman se aproximou até estar diante de mim. Inclinou levemente a cabeça e disse:
— Senhorita Carson, parece que salvei você de novo. Já perdi a conta... e quanto à recompensa? Já pensou em como vai me agradecer?
— Nem pense — respondi, seca. — Você fez isso por vontade própria. Nunca pedi sua ajuda.
O homem que ainda estava por perto pareceu notar que havia algum tipo de relação entre nós e empalideceu de imediato. Mal ousava respirar.
Aproveitando o momento, ele pegou o casaco da cadeira e começou a recuar lentamente, andando de lado como um caranguejo, tentando fugir despercebido.
— Nem pense em sair!
Truman foi rápido e autoritário. Assim que percebeu a tentativa do homem de escapar, deu a ordem em voz alta e se virou lentamente.
— Acha mesmo que pode sair tranquilamente depois do que acabou de dizer?
Nesse instante, Melody entrou no restaurante, captando a tensão no ar. Apressou-se até nós com o semblante sério e disse:
— Este lugar não é nosso território, muito menos da Alcateia Grimmoon. Não cause confusão.
— Melody, você está enganada — respondeu Truman com aquele charme despreocupado. — Não costumo intimidar os mais fracos. Se quer saber por que estou assim, pergunte a ele.
Apontou com o queixo para o homem encurralado contra a parede.
Melody franziu a testa e se aproximou.
— Me desculpe, senhor — falou com calma —, ele tem um temperamento difícil.
O homem abriu a boca, pronto para dizer que estava tudo bem, mas Melody o interrompeu:
— Então, por favor, peça desculpas.
Quase não consegui conter a risada.
Melody era única. Essa mulher tinha personalidade.
— Ele me agrediu, e sou eu quem tem que pedir desculpas? — O homem a olhou, incrédulo.
— Você pode escolher não pedir — disse Melody com um leve dar de ombros. — Mas, nesse caso, talvez ele resolva convencê-lo pessoalmente. O último que tentou a sorte provavelmente ainda está sendo devorado pelos lobos lá fora — se sobrou algum osso.
Antes mesmo de ela concluir, o homem se curvou, unindo as mãos em súplica:
— Senhor, foi tudo culpa minha — me perdoe!
Enquanto falava, começou a se estapear no rosto.
Curiosamente, Hera permaneceu em silêncio dentro de mim. Inesperadamente calma.
Se fosse qualquer outro homem, ela já teria se agitado, querendo brigar.
Sem pensar muito, puxei uma agulha de prata e tentei perfurá-lo.
Mas Truman segurou meu pulso antes que eu pudesse completar o movimento.
Ele olhou para a agulha e sorriu com sarcasmo:
— Sabe que é crime tentar matar o próprio marido, não sabe?
Rosnei com os dentes cerrados:
— Só vou te deixar quase morto. Já é o suficiente.
— Que crueldade — ele riu, depois murmurou com voz aveludada: — Então está admitindo que sou seu marido?
— Vai pro inferno!
Já tinha sido o bastante. Lancei um golpe direto com uma das técnicas avançadas de combate lupino que usei na minha certificação de alfa — e o acertei em cheio no peito com um soco.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Promessa da Alfa Feminina
Porque os capítulos do 220 em diante estão bloqueados?...
Olha o livro é bom, mas está se tornando chato, ela não fala verdade pra ele, que amor é esse? Esconde as coisas mais importantes da vida dela, acho que se o Benjamim largar dela, merece, porque amor de verdade, é baseado em confiança e sem segredos. Ele é alfa tbm, sabe se defender, então acho que nessa parte a autora está muito errada, pelo menos pra ele o noivo, ela devia ser honesta, se não melhor ela viver sozinha, porque isso que ela sente não é amor, porque ela não confia nele. Por isso o livro está se tornando chato demais, muitas mentiras em um relacionamento...
Cadê o restante dos capítulos??...