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A Promessa da Alfa Feminina romance Capítulo 776

Ponto de Vista da Hayley:

A mão dele era grande e quente, com calos antigos que raspavam na minha pele como uma lixa fina—áspera, mas de alguma forma reconfortante.

Como se fosse uma âncora me puxando de volta à realidade.

De repente, a raiva dentro de mim foi se dissolvendo. O impulso de atacá-lo, a vontade de fincar meus dentes em sua garganta—sumiram como se nunca tivessem existido.

"Você não precisa ser tão hostil comigo," disse Truman, com a voz baixa. Seus olhos, escuros e intensos, encontraram os meus, repletos de algo sincero. "Eu estou aqui para te proteger."

Tum. Tum-tum. Tum-tum-tum.

Meu coração disparava desgovernado dentro do peito.

Olhei para ele, confusa. Por um instante, aquela sensação era familiar.

Como quando eu olhava para Benjamin.

Essa percepção me atingiu como um raio. E, junto com ela, veio o pânico.

Mas ele não era Benjamin. Hera sabia disso—ela sempre soube.

Como eu podia—como me permiti—sentir algo por dois homens ao mesmo tempo?

"Não! Isso não pode acontecer!"

O turbilhão emocional me dominou. Gritei, sem me dar conta.

Afastei minha mão da dele como se tivesse sido queimada, e me virei. Abri a porta com força, recusando-me a olhar para trás.

"Vai embora. Agora. Some da minha frente."

...

Ponto de Vista do Benjamin:

No momento em que vi a expressão de Hayley, percebi que algo estava profundamente errado.

Até meu lobo sentiu a mudança no ar.

Aquela não era a Hayley que me provocava e retrucava como sempre fazia. Era outra pessoa ali.

Não sabia o que havia feito para afastá-la tanto, mas uma coisa era certa: não podia continuar fingindo ser Truman por mais tempo. Não assim.

Me virei e saí em silêncio. Na porta, hesitei, ainda esperançoso.

Mas tudo o que vi foi ela fechar a porta com frieza e decisão.

Senti meu peito apertar, como se um peso invisível esmagasse meu coração.

Demorei um momento antes de conseguir me mover de novo. Mas, quando consegui, cada passo foi certeiro. Porque naquele instante, tudo ficou claro.

...

Ponto de Vista da Hayley:

Me escorei na porta, respirando superficialmente enquanto ouvia o som dos passos dele se afastando. Franzi o cenho.

O que estava acontecendo comigo?

O pânico estampado no rosto dele era quase cômico.

"Ah, é?" arqueei uma sobrancelha, respondendo com frieza. "Está dizendo que eles são melhores que eu?"

Humbert piscou, confuso, antes de lançar um olhar carregado de dúvidas e sarcasmo. "Você lembra do fiasco de ontem, né? Aquilo virou piada geral."

Suspirou, derrotado.

Ficava claro que ele não apostava muito em mim.

Bocejei, entediada com a preocupação dele.

Tanto fazia. Tapei a boca com a mão e murmurei: "Está um gelo aqui. Estou com sono. Talvez volte para a cama."

Sem cerimônia, virei as costas e caminhei até a saída, ignorando os olhares curiosos—mais uma vez deixando Humbert para lidar com tudo.

Dessa vez, ele nem reagiu. Já devia estar acostumado com meu estilo.

Talvez tivesse finalmente entendido: confiar em mim era, por si só, uma aposta arriscada. Se quisesse ganhar, precisava confiar em si mesmo.

Olhei para trás por um segundo. Lá estava ele, cerrando os punhos, tentando se motivar. Então, com determinação, mergulhou entre as pedras brutas.

Satisfeita, continuei meu caminho.

Mas não era para dormir.

Eu tinha um compromisso. Nocturne me esperava.

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