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VETTA
Uma batida soou na porta e o Rei Lucien permitiu a entrada. Baski entrou, "Eu já levei ela para o quarto e também---"
"Não preciso dos detalhes, Baski. Não me importo." Ele declarou rudemente, rabiscando o pergaminho.
"Sim, vossa majestade." Baski disse imediatamente.
"Como está a Remeta?"
Os olhos de Baski suavizaram com a menção de sua filha. "Ela está bem, vossa Majestade. A audição dela ainda não está boa, mas ela está melhorando."
Ele levantou a cabeça, "Quantos anos ela tem agora?"
"Quinze, vossa majestade."
O Rei Lucien baixou a cabeça.
Lágrimas queimavam o fundo dos olhos de Baski. Ela sabe o que o rei está pensando, pois são esses seus pensamentos todos os dias.
Sua filha é muito jovem para passar pela mesma coisa que ela passou nas mãos do reino de Mombana. Remeta nunca vai se recuperar totalmente dessa experiência.
"Fico feliz. Mande a Vetta para mim." Ele começou secamente.
Baski ficou tensa com a menção do nome dela. "Devo dizer a ela para vir preparada?"
"Sim."
"Muito bem, sua Majestade." Ela virou-se e saiu.
Lucien parou de escrever e olhou para seu pênis extremamente ereto. Ele não conseguiu ejacular com Danika e não estava surpreso.
Não é porque ele não queria. Mas porque ele não conseguia.
Somente Vetta pode fazê-lo ejacular. Ela é a única amante que ele manteve durante os últimos cinco anos, que é o período pelo qual eles saíram da escravidão.
Vetta também era escrava. Ela, e quase todas as mulheres do seu reino. Seu relacionamento com Vetta começou ali mesmo, no inferno.
Danika o deixou nervoso, e ele precisava do alívio que vem do sexo. Ele já não é mais um homem normal. Cone garantiu isso. Ele já não consegue mais obter satisfação como um homem normal.
Ele olhou para sua ereção dolorida e marcada. Cicatrizes longas o contornavam, feridas de muito tempo atrás que queimaram as veias de seu falo.
Feridas que foram queimadas ao ponto em que a maioria das veias e nervos lá não funcionam mais corretamente.
Ele tem que fazer muito mais esforço para obter satisfação durante o sexo, e ele tem que alcançar essa satisfação uma vez que está ereto porque quanto mais ele se enche, mais suas cicatrizes esticam a graus dolorosos.
Ele realmente precisa trabalhar muito antes de poder sentir prazer durante a relação sexual... tem que ser extra bruto, tem que fazer outras coisas...
Só Vetta pode suportá-lo enquanto ele está assim.
Enquanto ele odiava Danika com todos os ossos de seu corpo, ele não estava pronto para se libertar sobre ela em sua primeira noite, porque ele a danificaria para além do reparo, mesmo que estivesse realmente tentado a fazer isso.
Não, ele não quer matá-la. A morte não tem parte nos planos que ele tem para ela... pelo menos ainda não.
Ele fechou os olhos, para não lembrar da agonia e da dor daquela tortura particular que levou a sua masculinidade marcada.
Aquilo, foi a dor mais profunda que ele jamais suportou nas mãos de Cone. A que ele nunca pode esquecer.
Ele rosnou de raiva. Como ele pode esquecer, quando ele está carregando as cicatrizes?
Danika. Mais ódio o invadiu apenas com o pensamento dela.
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