A probabilidade era pequena demais.
Talvez ela conhecesse o aprendiz do Sr. Pontes.
"Eu posso esperar."
Ele precisava ver Regina naquele dia.
Rolando soltou uma risada fria: "Tá bom, então espera aí!"
Em seguida, ele fechou a porta com um estrondo.
Xavier, achando que poderia entrar para esperar sentado: "..."
Esse garoto não tinha mesmo educação nenhuma.
Dez minutos se passaram e ninguém abriu a porta.
Xavier, tremendo de frio, não aguentou e apertou a campainha. Rolando apareceu de novo, encarando-o com raiva: "Se incomodar de novo, eu chamo a polícia."
A porta se fechou mais uma vez.
Regina terminava os últimos detalhes de sua nova pintura.
Na tela estava uma mulher coberta de joias.
Tiaras, brincos, colares, broches, pulseiras, tornozeleiras...
Tudo aquilo era obra da Sra. Horta.
Depois de lavar as mãos, ela desceu as escadas.
Assim que a viu, Rolando disse imediatamente: "Irmã, o Xavier veio te procurar, não sei pra quê. Ficou esse tempo todo esperando lá fora, apertando a campainha feito um chato."
"Uhum."
Regina foi até a porta e, já de mau humor, falou: "Diz logo o que quer e vai embora. Não atrapalha o Rolando estudando."
Assim que abriu a porta, Xavier visivelmente soltou um suspiro de alívio.
Ele ignorou o olhar impaciente dela. "Regina, me desculpa."
Sua voz estava cheia de remorso.
"Eu negligenciei tudo o que você fez nesses dois anos, e ainda tive a cara de pau de achar que você gastava o dinheiro da Família Gusmão. Você deu tudo de si para o Grupo Gusmão, cuidou da minha família, e eu te devo isso."


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