— Caloura — disse Cesar Andrade, aproximando-se apressado de Amanda Teixeira e lhe estendendo o casaco que trazia nas mãos —, vi você espirrando agora há pouco. Acabei de comprar este casaco, coloque-o para se aquecer.
Amanda Teixeira notou imediatamente a etiqueta pendurada na roupa.
Na verdade, ela não sentia frio; aquele espirro tinha surgido do nada, sem motivo aparente.
— Não precisa, veterano. Daqui a pouco vamos comer fondue, e talvez eu tenha até que tirar o casaco no meio da refeição.
Ela falou com tanta naturalidade que Cesar Andrade ficou levemente ruborizado, sem que ela percebesse. Amanda achou apenas que o vento frio da entrada tinha deixado as orelhas dele vermelhas e não deu importância.
— Vamos entrar logo, já reservei nossa mesa — sugeriu ela.
Embora não fosse horário de pico, o restaurante estava cheio — sinal de que o lugar era realmente bom, ainda mais em dias frios.
Amanda guiou Cesar até a mesa e, antecipando qualquer formalidade, já havia feito vários pedidos.
— Veterano, já pedi algumas coisas. Se quiser pedir mais, fique à vontade. Hoje é para comer sem cerimônia.
Quando se sentaram, Amanda lhe passou o cardápio digital para conferir os pratos.
Cesar pegou o cardápio, mas não conseguiu deixar de rir ao ver a mesa repleta de pratos variados, carnes e verduras.
— Isso é só “algumas coisas”? Você está me superestimando.
Amanda respondeu com leveza, quase brincando:
— Se não desafiar seus próprios limites, como vai saber até onde consegue ir?
Cesar sorriu, deixou o cardápio de lado e começou a se servir:
— Então vamos ao desafio.
A comida era realmente deliciosa. Amanda comeu satisfeita, e Cesar também: juntos, deram conta de toda aquela fartura.
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