Ninguém a queria ali; todos a estavam expulsando.
Adélia achou a situação ridícula. Seus olhos frios passaram pelos rostos de Ana, Jessica e Eduardo, um por um. Então, com um puxão firme, libertou seu braço do aperto de Henrique. Com um leve sorriso, ela disse:
— Tudo bem, eu vou.
*Lembrem-se bem, foram vocês que me mandaram embora!*
Adélia se virou para sair.
Mas logo em seguida, ela voltou. Levantou a mão e ajeitou uma mecha de cabelo atrás da orelha.
— Diretor Franco, você sabe o que eu vim fazer no hospital hoje?
Henrique olhou para o rosto dela, delicado como uma fina camada de porcelana. A penugem suave em sua pele era tão cristalina e macia que a tornava ainda mais deslumbrante.
Com o rosto fechado, Henrique demonstrou claramente não ter interesse em saber. Sua voz estava coberta de gelo.
— Adélia, se continuar com essa insistência, vai se tornar irritante.
Adélia deu um passo à frente e sorriu para ele de forma radiante.
— Vim procurar um bom médico para você.
Dizendo isso, Adélia tirou um pequeno cartão e o entregou a Henrique.
— Isto é para você.
Henrique olhou para baixo. Era um cartão pequeno e amarelado, do tipo que se enfia por debaixo da porta.
No cartão estava escrito: "Médico de tradição familiar. Especialista no tratamento de impotência, ejaculação precoce e infertilidade. Recupere a alegria de ser homem".
Número de contato: 138XXXX8888.
O rosto impassível de Henrique começou a rachar. "..."
Adélia colocou o cartão no bolso do terno dele.
— A Jessica está doente, e o Diretor Franco não está? É bom que ambos se tratem.
Dito isso, Adélia se virou e foi embora.
A mão de Henrique, que pendia ao lado do corpo, se fechou em um punho. Ele descobriu que aquela mulher sempre encontrava uma maneira de irritá-lo!
Nesse momento, a voz de Jessica soou:
— Henrique, deixa pra lá. Não vale a pena discutir com a Adélia. Ela não merece nosso tempo.
Ana concordou.
— Exato. Por que a Deusa C ainda não chegou?
Ao ouvir o nome da Deusa C, todos ficaram tensos.
A Deusa C era a esperança de Jessica.
Henrique olhou para o relógio de pulso. A hora marcada já havia passado, mas a Deusa C ainda não havia aparecido.
Nesse momento, um funcionário do hospital entrou.
— Diretor Franco.
Os olhos de Jessica, Eduardo e Ana brilharam.
— A Deusa C chegou?
O funcionário olhou para Henrique.
— Diretor Franco, a Deusa C já esteve aqui.
O quê?
Henrique olhou para fora. Não viu ninguém, apenas uma silhueta esguia se afastando. Era Adélia.
Adélia virou a esquina e desapareceu.
Henrique franziu a testa.
— Eu não vi a Deusa C.
— A Deusa C veio e já foi embora — informou o funcionário.
— Por quê? — Jessica, Eduardo e Ana empalideceram. — Por que a Deusa C foi embora? Ela ainda não atendeu a Jessica.
O funcionário disse, desculpando-se:
— Sinto muito, mas a Deusa C não irá mais tratar a Srta. Jessica.
O rosto radiante de Jessica ficou branco como papel. A Deusa C não ia tratá-la!
Por quê?
A alegria de antes foi apagada por um balde de água fria. Todos ficaram chocados.

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