A tensão pairou no ar quando Viviane percebeu Sandro levantar uma sobrancelha. De repente, Danilo parecia até mais tolerável em comparação com a figura verdadeiramente irritante que havia acabado de chegar.
Recostada na borda da piscina, Isabela mantinha o rosto impassível. Todo aquele drama aparentava ser completamente insignificante aos seus olhos.
Um leve remorso atravessou o peito de Danilo. Não podia negar que tinha sido mesquinho. Sandro havia cometido erros, certamente, mas falar mal dele pelas costas não o tornava uma pessoas melhor. Contudo, diante de Isabela, recuar não era uma opção. Como homem, precisava manter a postura.
Ele saiu da água fingindo naturalidade.
— O que te traz aqui? — Indagou com falsa casualidade.
A fúria emanava de Sandro como ondas de calor. Seu peito inflava e esvaziava rapidamente, denunciando a raiva contida na respiração pesada.
— Se não tivesse vindo, jamais teria o prazer de escutar as merdas que você fala de mim pelas costas! — Ele vociferou, os dentes trincados de ódio.
Danilo sustentou o olhar sem recuar um milímetro.
— Por acaso menti? Se falei a verdade, por que tanta irritação? — Ele desafiou, erguendo ligeiramente o queixo.
Sandro ficou sem palavras por um momento, mas sua raiva, longe de diminuir, explodiu como vulcão. Num movimento impulsivo, ergueu a perna e desferiu um chute violento na barriga de Danilo.
Com estrondo ensurdecedor, Danilo mergulhou de volta na piscina, espalhando uma chuva de água para todos os lados.
— Puta que pariu! — Gritou Viviane, encharcada dos pés à cabeça. — Olha só meu cabelo!
Sandro ignorou completamente os protestos. Saltou na água e agarrou Danilo, ainda zonzo pelo golpe. Seu humor, já devastado pela situação com Isabela, encontrou o estopim perfeito nas palavras de Danilo. Naquele momento, só pensava em acabar com ele!
— Te tratei como amigo, e o tempo todo você cobiçava minha mulher! E ainda tem a cara de pau de falar mal de mim pelas costas? Seu lixo! — Sandro berrou, empurrando a cabeça de Danilo para baixo da água.
Danilo se debatia tentando se libertar, mas a força de Sandro prevalecia. A cada tentativa desesperada de respirar, engolia mais água.
Não suportando mais assistir àquela cena, Viviane avançou para separá-los.
— Pirou de vez? Quer matar o Danilo? — Ela puxava Sandro com todas as forças. — Homicídio dá cadeia, sabia? Larga ele agora!
Sandro hesitou por um breve instante, o suficiente para que Danilo emergisse à superfície, absorvendo o ar em golfadas desesperadas. Mal havia recuperado o fôlego quando Sandro voltou a empurrá-lo para baixo.
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