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A Segunda Chance com o Amor romance Capítulo 109

A tensão pairou no ar quando Viviane percebeu Sandro levantar uma sobrancelha. De repente, Danilo parecia até mais tolerável em comparação com a figura verdadeiramente irritante que havia acabado de chegar.

Recostada na borda da piscina, Isabela mantinha o rosto impassível. Todo aquele drama aparentava ser completamente insignificante aos seus olhos.

Um leve remorso atravessou o peito de Danilo. Não podia negar que tinha sido mesquinho. Sandro havia cometido erros, certamente, mas falar mal dele pelas costas não o tornava uma pessoas melhor. Contudo, diante de Isabela, recuar não era uma opção. Como homem, precisava manter a postura.

Ele saiu da água fingindo naturalidade.

— O que te traz aqui? — Indagou com falsa casualidade.

A fúria emanava de Sandro como ondas de calor. Seu peito inflava e esvaziava rapidamente, denunciando a raiva contida na respiração pesada.

— Se não tivesse vindo, jamais teria o prazer de escutar as merdas que você fala de mim pelas costas! — Ele vociferou, os dentes trincados de ódio.

Danilo sustentou o olhar sem recuar um milímetro.

— Por acaso menti? Se falei a verdade, por que tanta irritação? — Ele desafiou, erguendo ligeiramente o queixo.

Sandro ficou sem palavras por um momento, mas sua raiva, longe de diminuir, explodiu como vulcão. Num movimento impulsivo, ergueu a perna e desferiu um chute violento na barriga de Danilo.

Com estrondo ensurdecedor, Danilo mergulhou de volta na piscina, espalhando uma chuva de água para todos os lados.

— Puta que pariu! — Gritou Viviane, encharcada dos pés à cabeça. — Olha só meu cabelo!

Sandro ignorou completamente os protestos. Saltou na água e agarrou Danilo, ainda zonzo pelo golpe. Seu humor, já devastado pela situação com Isabela, encontrou o estopim perfeito nas palavras de Danilo. Naquele momento, só pensava em acabar com ele!

— Te tratei como amigo, e o tempo todo você cobiçava minha mulher! E ainda tem a cara de pau de falar mal de mim pelas costas? Seu lixo! — Sandro berrou, empurrando a cabeça de Danilo para baixo da água.

Danilo se debatia tentando se libertar, mas a força de Sandro prevalecia. A cada tentativa desesperada de respirar, engolia mais água.

Não suportando mais assistir àquela cena, Viviane avançou para separá-los.

— Pirou de vez? Quer matar o Danilo? — Ela puxava Sandro com todas as forças. — Homicídio dá cadeia, sabia? Larga ele agora!

Sandro hesitou por um breve instante, o suficiente para que Danilo emergisse à superfície, absorvendo o ar em golfadas desesperadas. Mal havia recuperado o fôlego quando Sandro voltou a empurrá-lo para baixo.

Danilo tossia violentamente, lutando para recuperar a respiração. Seu peito subia e descia em movimentos rápidos e desordenados.

Num impulso inesperado, ele se virou e avançou contra Sandro. Com toda força, o empurrou para baixo da água.

— Quem está por cima agora, hein? — Provocou Danilo, olhos faiscando de ódio. — Me diz, Sandro, está arrependido? Você nunca valorizou nada! Humilhou ela, traiu ela e destruiu tudo! E agora quer bancar o apaixonado? Que patético!

Sandro resistiu e contra-atacou:

— Nunca traí nossa amizade por causa de mulher nenhuma! E você, Danilo? Me apunhalou pelas costas! — Sandro cuspiu as palavras com desprezo. — Um amigo que deseja a mulher do outro é pior que qualquer traidor!

Danilo apertou os dentes, exibindo um sorriso gélido.

— Sua mulher? Acorda para vida, Sandro! — Ele debochou. — A Isabela já se divorciou de você. Está solteira, e sim, estou tentando conquistá-la. Mas sabe o que é pior? Não é da sua conta.

Sandro soltou uma gargalhada sarcástica e sibilou:

— E isso muda alguma coisa? Ela passou quatro anos na minha cama, Danilo. Conheço cada centímetro daquele corpo. No fim das contas, você só está pegando as sobras do que foi meu.

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