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A Segunda Chance com o Amor romance Capítulo 112

Sando ficou em silêncio, encarando Isabela com um olhar intenso.

Não estava nos planos dele vir para Serra Verde. Acabou cedendo quando André ligou mencionando aquele evento acadêmico imperdível. A princípio, recusaria o convite, mas bastou saber que Viviane participaria para mudar de ideia. Num fim de semana assim, era quase certo que encontraria Isabela também. Afinal, as duas eram inseparáveis. Foi isso que o convenceu.

A surpresa veio ao descobrir que Danilo também marcava presença. Por isso mesmo se dirigiu ao complexo de águas termais, sabia que encontraria as duas por lá.

O que jamais imaginaria era chegar justo no momento em que Danilo falava pelas suas costas.

— Olha, Sandro, a Clara anda comentando que você não larga da garrafa ultimamente. Vive caindo de bêbado por aí. Isso não é nada bom. Já que estamos falando nisso, dei uma olhada no calendário e notei que 20 de janeiro seria uma data perfeita. Que tal oficializarmos seu noivado com a Clara nesse mês? O que me diz...

— Que inferno! — Cortou Sandro, a paciência esgotada. — Tenho mais o que fazer da minha vida. Pode ir embora.

— Aonde você pensa que vai? — Maria perguntou com irritação evidente.

Sandro nem se deu ao trabalho de responder. Porém, ela não se atrevia a pressioná-lo além da conta.

Da última vez que se opôs ao casamento dele com Isabela, tentando forçá-lo a desistir, Sandro simplesmente parou de voltar para casa e ameaçou se casar com Isabela de qualquer jeito. No final das contas, Maria teve que engolir o orgulho e ceder.

Insistir agora só jogaria mais lenha na fogueira.

Do outro lado, Isabela ajudava Danilo a se acomodar no veículo, enquanto Viviane assumia a direção.

Em nenhum momento Isabela dirigiu o olhar para Sandro. Já Danilo, após se sentar, baixou deliberadamente o vidro e lançou um olhar repleto de desprezo a ele.

Os punhos de Sandro se fecharam com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos!

Maria captou a cena e soltou um suspiro cheio de desprezo.

— Só queria entender o que deu em você. — Suspirou Maria, balançando a cabeça. — Foi você quem quis esse divórcio, não foi? Eu apenas sugeri que conhecesse a Clara, e você concordou. Por que agora esse estado deplorável? Está arrependido? Lamento informar, mas arrependimento não tem remédio. Você é um homem adulto. As escolhas que faz, tem que arcar com elas. Te dou três dias para colocar a cabeça no lugar.

Com um movimento brusco, Maria se virou e caminhou até o carro. O motorista, solícito, lhe abriu a porta. Ela deslizou para o banco traseiro com elegância estudada.

— Vamos para casa. — Ordenou secamente.

— Sim, senhora. — Respondeu o motorista, se apressando a fechar a porta.

Ele correu para o banco da frente e ligou o motor com um ronco suave.

Sandro permaneceu ali, enquanto o carro se afastava levando sua mãe, o deixando sozinho com seus pensamentos turbulentos.

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