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A Segunda Chance com o Amor romance Capítulo 138

Jorge encarou a tela do celular, com os olhos presos na mensagem de Isabela. No íntimo, ele se perguntava sobre o estado emocional dela naquele instante. Havia tanto a dizer, tantas palavras engasgadas na garganta, mas precisava se conter.

Com um suspiro pesado, guardou o aparelho no bolso, se levantou vagarosamente do sofá e foi rumo ao closet para se vestir. O dia ainda reservava pendências a resolver.

...

Na solidão de seus pensamentos, Isabela ponderou demoradamente sobre sua situação. Sem evidências contundentes, levar Danilo aos tribunais e conseguir sua condenação seria uma batalha árdua. Determinada, decidiu elaborar uma petição inicial.

"Preciso provocá-lo", ela refletiu enquanto digitava. "Fazer com que ele venha até mim."

Se as provas não existiam no momento, ela as extrairia dele, custe o que custar.

O trâmite processual levaria tempo até ser aceito. Enquanto isso, aproveitou seu dia de folga para visitar os pais.

Notando as olheiras que denunciavam seu cansaço, aplicou um pouco de maquiagem para disfarçar. De jeito nenhum permitiria que seus pais percebessem sua aflição. Preocupá-los era a última coisa que desejava.

Pegou as chaves do carro e, no trajeto, parou numa feirinha para comprar as frutas prediletas da família.

Ao chegar, tocou a campainha repetidas vezes, mas o silêncio foi a única resposta.

Inquieta, sacou o celular e discou o número familiar.

Lara e Caio dormiam profundamente quando a melodia insistente do telefone cortou o silêncio do quarto. Ainda mergulhada em sonhos, Lara cutucou o marido com o cotovelo.

— Atende aí, é o seu.

Relutante em abandonar o conforto da cama, Caio resmungou com voz arrastada:

— Deve ser o seu.

Para além do toque do telefone, agora se ouviam batidas na porta.

Isabela mordeu o lábio, apreensiva. Seus pais jamais dormiam até tarde. Passava das nove da manhã e não havia sinal deles, nem em casa, nem ao telefone. A preocupação crescente a fez intensificar as batidas na porta.

De dentro do quarto, Lara protestou:

— Quem é o maluco que vem incomodar a essa hora da manhã? — Com irritação estampada no rosto por ter seu sono interrompido, alcançou o aparelho e atendeu com voz áspera. — Quem fala?

— Mãe, sou eu. — Respondeu Isabela do outro lado da linha.

Os olhos de Lara se arregalaram de surpresa enquanto se espreguiçava:

— Isa! Meu Deus!

Pulou da cama num instante e correu para receber a filha.

Capítulo 138 1

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