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A Segunda Chance com o Amor romance Capítulo 75

Viviane e Fabiano estavam frente a frente no sofá, sussurrando com a intimidade de quem compartilha segredos. Os rostos colados e os olhares cúmplices fizeram Isabela parar no meio do salão. Como esses dois se misturaram?

A pergunta ecoou em sua mente. Afinal, o playboy e sua melhor amiga eram como água e óleo.

Janete percebeu a reação dela e perguntou, com um tom suave:

— Você conhece eles?

— São amigos meus. Desculpe, preciso me ausentar por um instante. — Respondeu Isabela, com um leve ar de desculpas.

— Sem problemas, vá. — Janete acenou com a cabeça, sorrindo de maneira gentil.

Isabela caminhou rapidamente em direção aos dois. Fabiano a avistou primeiro, os dentes brancos brilhavam sob a luz amarelada.

— Sra... Digo, Isabela, o que você está fazendo aqui? — A correção veio abrupta, como quem pisa no freio ao ver a blitz. Quatro anos a chamando de "Sra. Marques" não se apagavam com um estalar de dedos.

— Vim com uma amiga. — Isabela retribuiu o sorriso sem mostrar os dentes.

Viviane olhou por cima do ombro dela e brincou:

— Qual amiga? Homem ou mulher? Cadê essa tal pessoa que nunca me apresentou?

Isabela ignorou a piada e falou com seriedade:

— Preciso falar com você. Vamos agora.

Viviane permaneceu sentada, relaxada.

— Para onde?

Com um tom meio brincando e sério, Fabiano interveio:

— É mesmo, nós todos nos conhecemos. Tem algo que não pode dizer na minha frente? Você não vai falar mal de mim para a Viviane, vai?

Isabela ficou sem palavras por um momento, se sentindo frustrada. Ela realmente queria alertar Viviane sobre o comportamento irresponsável de Fabiano em relacionamentos. Como amiga, era seu dever fazer com que Viviane visse quem ele realmente era.

A morena surpreendeu pela docilidade, se deixando levantar pelo apoio firme da amiga.

Fabiano a observou com olhos famintos e disse, com um fio de ressentimento na voz:

— Vai mesmo embora assim?

Desde aquela noite de paixão desenfreada, Viviane se instalava em seus pensamentos como um vírus incurável. Nenhuma outra mulher conseguia lhe despertar o interesse. A química entre ambos foi perfeita, dois espíritos livres que se encontravam na dança do prazer, com a morena mostrando uma ousadia que até o deixava sem fôlego. Pela primeira vez, alguém o dominou por completo. Ele tentou reencontrá-la várias vezes, mas foi em vão. Essa chance inesperada no clube parecia um presente dos deuses, até aquela maldita Isabela surgir como anjo vingador e arruinar seus planos.

Enlaçando os braços em torno dos ombros da amiga, Viviane aproximou o rosto até que seus lábios quase tocassem a orelha de Isabela.

— Vamos ser sinceras. — Sussurrou, com voz carregada de curiosidade. — O que você faz num lugar de perdição como este? Aposto meu salário que não veio sozinha.

Conhecia a amiga como as próprias palmas das mãos. Isabela jamais se permitiria tamanha frivolidade, muito menos frequentaria lugares assim por diversão.

— Alguém me convidou. — Respondeu Isabela, economizando as palavras.

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